“Mentes Poderosas”

E depois dos X-Men, agora temos os X-Kids (ou quase). Este filme de Jennifer Yuh Nelson inaugura uma nova “franchise” de ficção científica pós-apocalíptica para adolescentes, com base na série de livros de Alexandra Bracken. A história passa-se nos EUA, num futuro próximo. Uma estranha doença afecta todos os jovens com menos de 18 anos. A maioria morre, mas os 10% de sobreviventes descobrem-se detentores de poderes paranormais que vão do inofensivo ao destruidor (e classificados de Verde a Vermelho), e o governo mete-os em campos de concentração, eliminando os mais perigosos (Laranjas e Vermelhos). Ruby (Amandla Stenberg), que oculta ser Laranja, consegue fugir de um desses campos e hesita entre ficar sob a protecção da Liga das Crianças, uma organização clandestina de adultos que quer usar os poderes dos jovens para combater o governo, e um trio de fugitivos como ela. “Mentes Poderosas” é “sci-fi” básica, previsível e inconsistente, com uma ou duas boas ideias pelo meio, e vem antecipar-se a “The New Mutants”, pertencente à série dos X-Men, cujos protagonistas são os jovens mutantes vistos em “Logan” e tem estreia prevista para 2019. Hollywood continua a apostar na originalidade e na novidade, portanto.

“Vendeta”

A realizadora francesa Coralie Fargeat estreia-se nas longas-metragens com este “filme de vingança feminina” (oui “rape and revenge movie”) rodado em Marrocos a fingir que se trata dos EUA. Jen (Matilda Lutz) é uma rapariga nova que tem um amante mais velho – e casado e pai de filhos. O amante (Kevin Janssens)  leva-a para uma luxuosa casa alugada junto ao deserto, onde todos os anos vai à caça com dois amigos, casados e ricos como ele. Má ideia. Um dos amigos viola Jen. E quando ela se queixa o amante, este oferece-lhe dinheiro para ela se calar. Péssima ideia. Jen ameaça contar tudo à mulher dele, é perseguida pelos três homens, foge para o deserto, fica cercada junto a uma ravina e acaba lá no fundo, espetada no ramo de uma árvore seca e dada por morta pelos homens. Engano. Jen não morreu, consegue libertar-se da árvore e transforma-se na caçadora daqueles que fizeram dela sua presa. “Vendeta” foi escolhido como filme da semana pelo Observador, e pode ler a crítica aqui.