Voos

Madeira considera “inadmissível” falta de informação sobre cancelamento de voos para Porto Santo

O Governo Regional da Madeira não obteve qualquer justificação oficial da companhia aérea Binter, nem do Governo da República, sobre o cancelamento de sete voos para o Porto Santo nos últimos dias.

CARLOS FERNANDEZ/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Governo Regional da Madeira não obteve qualquer justificação oficial da companhia aérea espanhola Binter, nem do Governo da República, sobre o cancelamento de sete voos para o Porto Santo nos últimos quatro dias, informou hoje o executivo.

“Nós contactámos a empresa, o departamento comercial, e não sabiam que os voos estavam a ser cancelados. Ligámos para Canárias e ninguém sabe de nada. Ligámos para o Ministério [do Planeamento e Infraestruturas], também ninguém sabe de nada. Mandámos uma carta [para as duas entidades], ninguém responde”, explicou à agência Lusa o vice-presidente do governo, Pedro Calado, vincando que a situação é “inadmissível”.

A transportadora aérea Binter, com sede em Canárias, é responsável pelas ligações entre a Madeira e o Porto Santo desde junho deste ano, na sequência de um contrato de concessão estabelecido com o Governo da República. Esta semana, entre terça-feira (7 de agosto) e esta sexta-feira foram cancelados sete voos com destino ao Porto Santo, sendo que o que estava programado para esta manhã ainda não se realizou, situação que afetou pelo menos três dezenas de passageiros.

A companhia tem alegado “motivos operacionais”, bem como as previsões meteorológicas, que indicam a possibilidade da ocorrência de ventos fortes na zona do Aeroporto da Madeira até domingo.

“Ontem e hoje [9 e 10 de agosto] o aeroporto operou normalmente, nenhum voo foi cancelado, e estes continuam a ser cancelados sem qualquer justificação e sem qualquer informação aos passageiros”, disse Pedro Calado, realçando que no mesmo período a Binter não cancelou qualquer voo para Canárias, tendo utilizado o mesmo avião e o mesmo aeroporto para o efeito.

O vice-presidente reforça que é “urgente” a companhia aérea e o Governo da República, responsável pela gestão do contrato de concessão, apurarem responsabilidades. “Há uma passividade por parte destas entidades que não é admissível, sobretudo num período de verão e de grande procura turística”, afirmou Pedro Calado, sublinhando que os madeirenses e os porto-santenses não podem continuar a ser tratados desta forma.

O vice-presidente disse, por outro lado, que o executivo regional vai pedir para ter acesso ao contrato e aos termos da concessão da linha aérea entre as ilhas e vai “reforçar” a sua atuação no sentido de que os passageiros sejam “protegidos e ressarcidos dos danos”. “Não vamos permitir que continuem a acontecer estes casos”, acentuou.

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