Rádio Observador

Hackers

EUA. Rapaz de 11 anos hackeou réplica de um site eleitoral em menos de 10 minutos

Emmett Brewer tem 11 anos e hackeou uma réplica de um site eleitoral em menos de dez minutos. O Governo diz que não é assim tão simples, um especialista garante que a ameaça não é levada a sério.

A organização da DEFCON 26 garante que os sites utilizados são "réplicas fiéis" dos sites eleitorais

AFP/Getty Images

As eleições presidenciais norte-americanas de 2016 foram muito provavelmente as mais mediáticas dos últimos anos. Talvez seja preciso recuar até outras Presidenciais dos Estados Unidos, em 2000, quando George W. Bush venceu Al Gore, para encontrar um ato eleitoral rodeado de semelhante aparato. Não só porque Donald Trump ganhou depois de ser o candidato improvável durante toda a campanha, mas também pela suspeita que ainda perdura sobre a alegada ingerência russa nas eleições.

A verdade é que a incerteza sobre os resultados das eleições provocou preocupação com a segurança informática e a possibilidade de ataques de hackers durante a noite do ato eleitoral. E talvez seja por isso que o feito de Emmett Brewer, um rapaz norte-americano de apenas 11 anos, esteja a ser alvo de tanta atenção.

Na semana passada, Emmett Brewer foi um dos participantes da DEFCON 26, a maior convenção de hackers do mundo. Estava incluído num grupo de cerca de 50 crianças entre os 8 e os 16 anos que foram desafiados a tentar hackear uma réplica fiel do site do Estado da Flórida onde normalmente aparecem os resultados eleitorais em direto. Em menos de 10 minutos, Emmett conseguiu apoderar-se do site, manipular os nomes dos partidos, os nomes dos candidatos e a contagem de votos.

Além de Emmett, mais de 30 crianças conseguiram hackear réplicas dos sites eleitorais em menos de meia-hora, incluindo uma rapariga, também de 11 anos, que o fez em 15 minutos. Nico Sell, co-fundador da organização que criou a DEFCON 26, explicou à PBS que os sites eram “réplicas fiéis dos endereços reais”. “Estas coisas não deviam ser fáceis de hackear ao ponto de um miúdo de oito anos o conseguir fazer em menos de meia-hora, é negligência nossa enquanto sociedade”, acrescentou Nico Sell.

A Associação Nacional dos Secretários de Estado dos Estados Unidos já emitiu um comunicado sobre a competição e garantiu que está “pronta para trabalhar com os membros da comunidade DEFCON que têm consciência cívica e querem fazer parte de uma equipa proativa para proteger as eleições”. Ainda assim, a organização exprimiu algum ceticismo em relação aos resultados do desafio colocado aos jovens.

“Seria extremamente difícil replicar estes sistemas sendo que muitos Estados utilizam redes únicas e bases de dados construídas à medida com protocolos de segurança novos e atualizados. Ainda que seja inegável que os sites são vulneráveis aos hackers, os sites da noite de eleições só são usados para publicar resultados preliminares e oficiosos para o público e a comunicação social. Os sites não estão ligados a nenhum equipamento de contagem de votos e nunca poderiam alterar os resultados reais das eleições”, garantiu a Associação Nacional dos Secretários de Estado.

Mas para Nico Sell, o comunicado da organização só revela que os secretários de estado “não estão a levar a ameaça a sério”, já que “ainda que não sejam os resultados reais da votação são os resultados que são apresentados ao público, e isso pode causar um completo caos”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)