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“Rainha do soul” Aretha Franklin homenageada no Paredes de Coura pelos Jungle

"Rest in peace, Aretha", foi assim que os Jungle lembraram a cantora norte-americana que faleceu vítima de cancro, tendo conseguido com esta homenagem um dos maiores aplausos da noite.

JOSE COELHO/EPA

A memória da “rainha do Soul” Aretha Franklin, falecida quinta-feira, subiu ao palco no segundo dia do festival Paredes de Coura através de uma homenagem pelos Jungle que apareceram a preto e branco nos ecrãs do recinto.

A banda britânica criada em 2013 era um nos “nomes fortes” do cartaz da edição de 2018 do festival que decorre até domingo na praia fluvial do Taboão, nas margens do rio Coura, e foram mesmo uma das bandas que mais interagiu com o público.

“Rest in peace, Aretha”, foi assim que os Jungle lembraram a cantora norte-americana que faleceu vítima de cancro, tendo conseguido com esta homenagem um dos maiores aplausos da noite.

Os britânicos, que agradeceram sempre em português o acompanhamento do público, elogiaram o recinto e o ambiente do festival, que celebra este ano a 26ª edição, e apresentaram em Coura o álbum “For Ever”, a sair em setembro pela XL, sem esquecerem algumas das sonoridades que os tornaram conhecidos.

Num palco preenchido por holofotes coloridos e jogos de luz, o concerto dos Jungle teve a particularidade de ser transmitidos nos ecrãs do recinto a preto e branco, que juntamente com os gestos e a apresentação dos elementos da banda levaram Paredes de Coura a viajar no tempo.

Pelo palco principal do anfiteatro natural de Paredes de Coura passaram antes os norte-americanos Fleet Foxes, que proporcionaram um espetáculo “fiel aos álbuns” e com uma forte componente gráfica, depois do regresso aos concertos dos X-Wife e de um espetáculo “bem ao estilo” de The Legendary Tigerman, onde “rock and roll” foram as palavras mais ouvidas.

Os Fleet Foxes foram a outra banda mais aguardada pelo púbico e não desiludiram: “É como que estar em casa a ouvir o CD, igual”, ouviu-se entre os milhares de pessoas que assistiram ao espetáculo marcado pelo elementos gráficos de cores que acompanhavam os sons vindos do palco, cores quentes, frias, sólidas ou vivas, consoante ditava a sonoridade da banda.

Quanto à participação portuguesa no palco principal, The Legendary Tigerman apresentou o resultado da viagem da personagem por si imaginada, MISFIT, mas que o próprio autor fez, entre Los Angeles e Death Valley, nos Estados Unidos, onde cada página do diário da personagem deu vida a uma canção, sem esquecer o memorável ‘cover’ de “This Boots are made for walking”, eternizada por Nancy Sinatra e com a qual Paulo Furtado conseguiu uma mais das maiores ovações da noite.

Ao final da tarde, coube aos X-Wife abrir o palco principal do Vodafone Paredes de Coura, local a que regressaram e que marcou também o regresso da banda à estrada, contando com várias participações como Fred Ferreira e Nuno Sarafa na bateria a João Cabrita no saxofone, às vozes de Rita Silva e Liliana Marinho e percussões e misturas de Zé Nando Pimenta.

Pelo palco secundário, os aplausos foram para Japanese Breakfast e para o “caos e excentricidade frenética” do ‘noise’ e do ‘garage’ dos Fugly.

Ouviram-se ainda os Shame nas margens do Coura, que regressaram a Portugal depois de terem marcado presença no Milhões de Festa em 2017, estando ainda previstas as atuações dos australianos Confidence Man e do holandês Young Marco.

Até dia 18 vão ainda passar pela praia fluvial do Taboão bandas como Skepta, Pussy Riot, Lauer, Slowdive (sexta-feira) e Arcade Fire, Dead Combo, Dj Kitten e Big Thief.

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