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Autoeuropa já produziu este ano 139 mil veículos e ultrapassou anterior máximo de produção anual de 1998

A Autoeuropa já produziu este ano mais de 139 mil veículos, ultrapassando o máximo anterior de 138.890 veículos atingido em 1998, anunciou a empresa em comunicação interna aos trabalhadores.

MARIO CRUZ/LUSA

A Autoeuropa já produziu este ano mais de 139 mil veículos, ultrapassando o máximo anterior de 138.890 veículos atingido em 1998, anunciou a empresa em comunicação interna aos trabalhadores a que a agência Lusa teve esta quinta-feira acesso. Segundo a administração da AutoEuropa, a fábrica de automóveis da Volkswagen já produziu este ano um “volume histórico” de 139.667 unidades devido ao sucesso do lançamento do T-Roc, que já ultrapassou as 100 mil unidades, e à boa aceitação que o mercado continua a ter em relação aos outros veículos, incluindo o Volkswagen Sharan e o SEAT Alhambra, produzidos em Palmela, no distrito de Setúbal.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da empresa confirmou o novo máximo histórico de produção em 26 anos de laboração da fábrica, que foi alcançado numa altura em que já está implementado o novo horário de laboração contínua, com um quarto turno de trabalho.

Este novo horário de laboração contínua garante aos trabalhadores da Autoeuropa duas folgas consecutivas todas as semanas, ao contrário do que se verificava com o anterior, que vigorou de janeiro a julho deste ano, em que havia apenas uma folga fixa ao domingo e outra rotativa, e que esteve na origem da greve, também histórica, realizada precisamente há um ano, a 30 de agosto de 2017, a primeira por razões laborais na fábrica de Palmela.

Apesar do novo máximo histórico de produção em 26 anos de atividade – que deverá ser substancialmente superior no final de dezembro -, administração e trabalhadores da Autoeuropa continuam a negociar a remuneração do trabalho ao domingo, que está a ser pago como um dia normal mas que os trabalhadores querem que seja pago como trabalho extraordinário, tal como já acontece com o trabalho ao sábado.

Segundo dados da própria empresa, em 2017 “o peso das vendas da Autoeuropa nas exportações de bens de Portugal foi de 3,4%”, valor que aumenta para “12,3% se considerarmos apenas as exportações da Área Metropolitana de Lisboa”, onde está integrado o distrito de Setúbal.

De acordo com a previsão da Autoeuropa, que prevê uma duplicação das vendas em 2018 face a 2017, isso significaria que as exportações de bens portugueses cresceriam só por si, com tudo o resto constante, 3,4%, e que o peso nas exportações aumentaria para 6,6%.

No entanto, face à dinâmica de outros setores da economia portuguesa, prevê-se que a produção da Autoeuropa represente cerca de 5% das exportações portuguesas em 2018. Segundo dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) referidos pela Autoeuropa, “um aumento da produção da Autoeuropa tem um impacto indireto superior ao direto, porque os fornecedores nacionais da Autoeuropa têm um valor acrescentado doméstico superior ao da produção da Autoeuropa”.

Por outro lado, segundo informação da empresa, a produção do novo modelo T-Roc “contém um valor acrescentado superior aos anteriores modelos com uma componente doméstica superior, sendo por isso expetável um acréscimo do peso do VAB da Autoeuropa na produção nacional, por via direta e indireta”.

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