Rui Bento vai assumir a liderança do negócio Uber Eats para o Sul da Europa. O gestor, que foi responsável pelo lançamento e expansão da Uber e da Uber Eats em Portugal, sai quatro anos depois de ter estreado o negócio da mobilidade no país para se dedicar ao da entrega de comida ao domicílio em mercados como o português, espanhol e italiano. A multinacional está agora à procura de um gestor para para o desenvolvimento do negócio em Portugal.

Rui Bento liderava negócio de mobilidade — a app que servia de intermediário entre motoristas e utilizadores — na Península Ibérica. Em Portugal, foi responsável pela expansão do serviço para as áreas metropolitanas de Lisboa, Porto, região do Algarve, Braga e Guimarães.

“Estou muito entusiasmado com este novo desafio, e com a oportunidade de levar a melhor experiência de descoberta gastronómica e de entrega de comida a cada vez mais pessoas por toda a região do Sul da Europa”, afirmou Rui Bento no comunicado enviado às redacções.

A Uber continua a recrutar para várias vagas na Uber Eats em Portugal — a aplicação está disponível em Lisboa desde novembro de 2017 e, no Porto, desde maio de 2018 — e também para o Centro de Excelência da Uber em Lisboa, que ainda não abriu e que se estima que vá empregar cerca de 250 pessoas.

O projeto-lei que vai regulamentar empresas como a Uber, Cabify ou Taxify foi aprovada (depois da versão anterior ter sido vetada por Marcelo Rebelo de Sousa) a 12 de julho de 2018. A proposta que regulamenta os TVDE (transportes em veículos descaracterizados) tem duas novidades: os taxistas também podem prestar serviços para estas plataformas, desde que o façam com carros que não estão licenciados para o serviço em táxi e que cumpram com a legislação em vigor para os TVE; estas empresas são obrigadas a pagar uma contribuição de 5% ao Estado, que incide sobre as taxas de intermediação cobradas nos serviços prestados.

Quando a regulamentação da Uber foi aprovada, fonte oficial da empresa referiu que a proposta tinha sofrido “alterações significativas face ao texto aprovado pela maioria do Parlamento no passado mês de março”, pelo que a empresa teria de “avaliar em detalhe as suas potenciais implicações na operação da Uber em Portugal”.