A procura de gasolina no Brasil diminuiu 19,3% entre julho de 2017 e julho de 2018, segundo dados do mais recente relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), compilados esta quinta-feira pela Lusa.

De acordo com a edição de setembro do relatório mensal daquele organização, a procura diária deste derivado do petróleo no passado mês de julho no Brasil foi de 608 mil barris, menos 146 mil barris por dia face a julho de 2017.

Em julho de 2017, a Petrobras começou a praticar ajustes diários aos preços dos combustíveis, de forma a acompanhar as oscilações internacionais, a variação do dólar e a cotação do petróleo, o que levou a uma maior volatilidade do seu preço e uma coincidente diminuição da procura. Deste então, o preço por litro de gasolina na média nacional, que em 22 de julho de 2017 era de 3,46 reais (0,72 euros ao câmbio atual), não tem parado de aumentar, estando agora nos 4,52 reais (0,94 euros).

Em sentido inverso, o relatório destaca ainda um aumento de 3,3% da procura de gasóleo, que passou dos 978 mil barris diários em julho de 2017, para 1,011 mil barris por dia em julho de 2018.

No relatório, a organização regista ainda algumas previsões para a economia brasileira. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que o relatório anterior apontava para 1,6% neste ano, foi cortada para 1,2%, e previsão para 2019 situa-se 2%. A organização sustenta esta diminuição na baixa procura doméstica e no enfraquecimento do real.

A OPEP prevê ainda que a dívida líquida pública aumente para 78,7% do PIB em 2018, e 83,5% do PIB em 2019.