Os andares superiores de um enorme edifício de paredes amarelas parecem ter sido esmagados pelo pé de um gigante. A estrutura abateu, incapaz de resistir aos terramotos que abalaram a Indonésia na última sexta-feira e fizeram as primeiras vítimas. Depois de a terra abanar com violência, veio o mar. A onda engoliu casas, estradas e tudo o que encontrou pela frente e foi somando mais mortos à medida que galgava os metros às centenas. O balanço provisória conta mais de 800 vítimas, as autoridades admitem que possam ser mais de mil. As primeiras imagens aéreas mostram o que ficou.

O jornal The Guardian divulgou este domingo à tarde uma compilação de imagens daquilo que ficou e daquilo que desapareceu. Uma ponte amarela que ligava as duas margens de um rio e que mais parece um conjunto desmanchados de peças leggo; as pessoas, às centenas, que se movem pelo pântano que há dois dias era terra firme; os telhados que resistiram ao abalo e que repousam, lado a lado, com as paredes caídas, os carros arrastados; os troncos das árvores derrubadas pela força da água; a terra revolvida.

A estrada que passa ao lado do edifício de paredes amarelas sugere que tudo voltou à normalidade. Há pessoas que caminham pelo passeio, passam carros e motas. Mas ainda está tudo por fazer. Desde logo, perceber a dimensão humana dos terramotos de 6,1 e 7,5 na escala de Richter e do tsunami que se lhes seguiu.

A União Europeia já anunciou a disponibilidade para entregar 1,5 milhões de euros para ajudar na recuperação. Mas isso é mais tarde. Há mais de mil edifícios destruídos ou danificados e o objetivo imediato passa por é restabelecer a luz e as comunicações, na esperança de que algumas pessoas ainda possam ser resgatadas dos escombros.

Sismo e tsunami na Indonésia. Como uma onda a 190 km/h matou mais de 800 pessoas