Colômbia

Colômbia concede estatuto de refugiado a ex-presidente do parlamento venezuelano

A Colômbia anunciou esta sexta que decidiu conceder o estatuto de refugiado ao político opositor venezuelano Julio Borges, líder do partido Vontade Popular e ex-presidente do parlamento da Venezuela.

ORLANDO BARRIA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A Colômbia anunciou esta sexta-feira que decidiu conceder o estatuto de refugiado ao político opositor venezuelano Julio Borges, líder do partido Vontade Popular e ex-presidente do parlamento da Venezuela.

“O Ministério de Relações Exteriores da Colômbia informa que este 11 de outubro o ministro Carlos Holmes Trujillo assinou uma resolução que reconhece a condição de refugiado na Colômbia do cidadão venezuelano Julio Borges”, explica um comunicado divulgado em Bogotá, capital da Colômbia.

No documento, o Governo colombiano explica que o reconhecimento tem lugar “uma vez que a Comissão para a Determinação da Condição de Refugiado estudou o pedido feito” por aquele político.

Segundo o comunicado, a comissão determinou, “uma vez analisadas as condições particulares e concretas dos factos que sustentam o pedido e tendo em conta o previsto na Convenção sobre o Estatuto dos Refugiados de 1951 e a normativa interna, se encontram fundados os temores de perseguição aduzidos” por Julio Borges.

Em 24 de setembro último a Colômbia anunciou que não iria extraditar o político da oposição venezuelana Julio Borges, ex-presidente do parlamento, acusado de alegado envolvimento no atentado de 4 de agosto contra o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Não vamos extraditar Julio Borges, não vamos extraditar um perseguido político para que uma ditadura abuse dos seus direitos humanos”, anunciou o Presidente da Colômbia, Iván Duque, nas Nações Unidos, em Nova Iorque,

Então, Iván Duque considerou que “seria absurdo” atender o pedido de extradição da Venezuela e entregar “uma pessoa que está a lutar pelas liberdades do seu povo”.

Por outro lado, o chefe de Estado insistiu que a Colômbia continuará a apoiar o povo venezuelano, a pedir a liberdade dos presos políticos e “um verdadeiro e efetivo caminho” para “uma transição democrática que devolva as liberdades” ao vizinho país.

A 4 de agosto, duas explosões – que as autoridades dizem terem sido provocadas por dois drones – obrigaram o Presidente da Venezuela a abandonar rapidamente uma cerimónia de celebração do 81.º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).

O Governo venezuelano tem insistido que Julio Borges, atualmente radicado na Colômbia, está envolvido no atentado falhado, acusações que o ex-presidente do parlamento venezuelano desmente.

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