Tecnologia

Huawei apresenta smartphone com sensor de impressões digitais no ecrã e um smartwatch

A Huawei apresentou, em Londres, os smartphones Mate 20. Têm um sensor de impressões digitais no ecrã e há uma versão de 7,2 polegadas. Há também um novo smartwatch e uma pulseira inteligente.

A Huawei apresentou em março deste ano a gama de smartphones P20. Agora apresentou a gama Mate, os topo de gama da marca

Os smartphones Huawei P20 e P20 Pro podem ter chegado ao mercado apenas em abril, mas isso não impediu a empresa chinesa de revelar os novos topos de gama Mate 20 seis meses depois, o Mate 20 e o Mate 20 Pro, e o Mate20RS, com um design feito pela Porsche. Além disso, a Huawei anunciou um smartphone de 7,2 polegadas, o Mate 20 X, um smartwatch, o Huawei Watch GT, e uma pulseira inteligente, a Band 3 Pro. O evento decorreu esta terça-feira, em Londres.

Todos os novos smartphones, em todas as cores, e novos produtos apresentados pela Huawei esta terça-feira

Sobre a tecnologia de ter inserido no ecrã um sensor de impressões digitais, Kevin Ho, presidente da linha de produtos Huawei, explicou numa conferência de imprensa ao Observador que a maior dificuldade na construção destes produtos continua a ser o espaço. Apesar de Mate 20 Pro ser um equipamento que suporta dois cartões SIM, ao tê-los não é possível utilizar um cartão micro SD para expandir a memória. Contudo, a empresa, mesmo tendo anunciado esta terça-feira novos produtos, continua a olhar no futuro. O que esperar? Desta vez pode ter aparecido um sensor de impressões digitais embutido no ecrã, mas câmaras e sensores frontais tapadas pelo ecrã para acabar com o ‘entalhe’ no topo do smartphone podem ser as novidades do próximo ano. “Esperem para ver”, disse o o executivo.

Os novos Mate 20  

Depois de os grandes concorrentes da Huawei, como a Samsung, com o Note 9, e a Apple, com o iPhone Xs Max, terem lançado nos últimos meses os seus smartphones com ecrãs de mais de 6,4 polegadas e novos processadores, a chinesa aposta também num tamanho semelhante e no Kirin 980, o novo processador para inteligência artificial anunciado em agosto. Além disso, o Mate 20 Pro é o primeiro smartphone da chinesa a ter um sensor de impressões digitais embutido no ecrã. Mesmo com esta funcionalidade, a empresa manteve o sensor de reconhecimento facial para desbloqueio do telemóvel.

Estes novos modelos Mate 20, que vão substituir o Mate 10 Pro e Mate 10, têm câmaras fotográficas ainda melhores do que as do P20 Pro (que ainda é considerado, pela crítica especializada, dos smartphones mais interessantes do mercado). A tripla câmara traseira do Mate 20 tem até 16 megapíxeis e permite tirar fotografias de grande amplitude. Já as câmaras do Mate 20 Pro, têm lentes até 40 megapíxeis. O design quadrado — em vez de ser num dos cantos, em linha vertical, da traseira do equipamento na disposição das câmaras traseiras — permite, segundo a empresa, tirar fotografias com maior amplitude. Os smartphones têm ainda resistência IP68 (é das maiores disponíveis, significa que mesmo são resistentes à água e poeiras).

A Huawei pôs no Mate 20 Pro uma bateria de 4,200 miliamperes para maior autonomia. A marca afirma que gestão de bateria é até 38% mais eficiente do que a da concorrência. Além disso, com o novo carregador super rápido, é possível carregar até 70% da bateria em 30 minutos e, pela primeira vez, a Huawei introduz a possibilidade de carregamento sem fios neste modelo de smartphone. Devido à grande capacidade de bateria do aparelho, é possível carregar outros dispositivos por contacto com este dispositivo. Ou seja, o Mate 20 Pro é também uma bateria portátil que carrega sem fios.

Para o fim, a empresa deixou o maior modelo Mate, que até vai funcionar com uma caneta própria para o smartphone (a Huawei M-Pen), à semelhança do Samsung Note 9, que tem 6,4 polegadas. Chama-se Huawei Mate 20 X e tem 7,2 polegadas. A empresa foi ousada ao ponto de comparar este modelo não com outros telemóveis com grande ecrã, mas diretamente com a Nintendo Switch. A empresa vai disponibilizar um comando com um controlo analógico que se junta ao ecrã para utilizar o smartphone como uma consola de jogos portátil. O Mate 20 X tem uma bateria 5000 miliamperes, o que, segundo a marca, permite mais autonomia de bateria.

A Huawei também vai ter ‘animoji’ e scanner 3D

Chamam-se emoji 3D e, devido às especificações da câmara frontal dos Mate 20, a Huawei apresenta nestes modelos a possibilidade de enviar emojis animados com o movimento da face do utilizador. Outra das novidades apresentadas em palco foi também a funcionalidade de scanner 3D, com esta câmara e sensores frontais dos dispositivos. Apontando um objeto em frente da câmara, este é digitalizado em três dimensões e pode-se animá-lo, depois, com o dispositivo através de uma aplicação.

Como exemplo, a marca digitalizou um peluche em palco e animou-o digitalmente. Desta forma, o objeto real foi copiado digitalmente e, depois, replicado em realidade aumentada com o Mate 20 Pro.

Estes vão ser os primeiros dispositivos a chegar ao mercado com o EMUI 9, a versão trabalhada da Huawei do sistema operativo móvel da Google, o Android 9 (Pie). O sistema foi desenhado já a pensar no design de smartphones sem um botão físico de menu (como nos iPhone X), e com uma saliência no topo do ecrã (o ‘entalhe’). Na apresentação, Richard Yu, o presidente executivo da Huawei mostrou como o Mate 20 e Mate 20 Pro funciona apenas com gestos e deslizes de dedo, sem ser necessário um botão de menu ou retroceder no fundo do ecrã.

O Mate20 RS, que é como quem diz, os modelos mais caros que os mais caros (até 2095 euros)

O Mate20 RS foi também apresentado neste evento. À semelhança de outros lançamentos de smartphones da Huawei, a chinesa apresentou um modelo superior aos apresentados apontado para um público disposto a gastar — bastante — mais dinheiro (em março, o modelo RS anunciado chegava a custar mais de dois mil euros). O RS tem um design Porsche, com revestimentos em pele e 8 gigas de memória RAM e até 512 GB de memória interna.

Watch GT e a Band 3 Pro, como a Huawei quer concorrer com o Apple Watch e o Galaxy Watch

As duas cores do novo smartwatches da Huawei

No evento, houve ainda espaço para o presidente executivo da Huawei revelar os novos wearables — tecnologia que se veste — da Huawei. O Watch GT é o novo smartwatch da chinesa e promete ter bateria até duas semanas, algo incomum nestes dispositivos. Em comparação pode-se ver o Apple Watch Series 4, lançado no final de setembro, que tem autonomia para dois dias.

Segundo Richard Yu, na apresentação, os dispositivos vão estar no mercado português a partir de 31 de outubro. O Mate 20 tem um preço inicial de 800 euros (modelo de 128GB de memória interna e 4GB de RAM), o Mate 20 Pro tem um preço inicial de 1050 euros (modelo de 128GB de memória interna e 6GB de RAM), o Mate 20 X tem um preço inicial de 900 euros (modelo de 128GB de memória interna e 6GB de RAM). Os Porsche Design, o Mate RS, tem um preço inicial de 1695 euros e outra de 2095 euros. Por fim, o Watch GT tem dois modelos, de 150 euros (a versão sport) e 250 euros (a versão classic). A Band 3 Pro vai custar 99 euros. Em Portugal apenas vai estar disponível o Mate 20 Pro e o Watch GT (Classic e Sport).

O último novo produto a ser apresentado foi a Band 3 Pro, uma pulseira inteligente que também mede os batimentos cardíacos do utilizador e permite medir quantas calorias queimadas. Esta pulseira, mais virada para o desporto, tem um pequeno ecrã tátil com o Watch GT, mas em formato retangular.

Este é o segundo grande evento anual da Huawei em 2018, depois de em março ter divulgado em Paris os modelos P20. A aposta da empresa chinesa na Europa, que já é a segunda maior fabricante de smartphones no mundo, tem sido expressiva, sendo o primeiro continente onde disponibiliza a coluna inteligente.

A Huawei continua impedida de vender os seus smartphones nos Estados Unidos da América, por motivos relacionados com segurança nacional norte-americana. Em causa estão alegadas ingerências do governo chinês na Huawei, que já levou outros países, como a Austrália, a serem pouco recetivos a colaborações com a marca. Sobre esta preocupação, em março, o presidente executivo da empresa, dizia, numa conferência de imprensa em que o Observador participou: “Não vendemos informação a terceiros [inclusivé ao governo chinês]”.

*O jornalista esteve em Londres, no evento da Huawei, a convite da empresa

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