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Super Bowl

Em solidariedade para com Colin Kaepernick, Rihanna recusou atuar no intervalo do Super Bowl

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Rihanna foi a primeira opção da NFL para atuar no intervalo do Super Bowl 2019. Mas a cantora recusou em solidariedade para com Colin Kaepernick, o jogador que se ajoelhou durante o hino.

Rihanna foi a primeira opção, Pink a segunda: recusaram as duas e a NFL virou-se para os Maroon 5

AFP/Getty Images

No passado mês de setembro, foi anunciado que seriam os Maroon 5 a atuar no famoso intervalo do Super Bowl em fevereiro de 2019. A banda de Adam Levine e companhia sucede assim a Justin Timberlake, que este ano animou a pausa do jogo decisivo entre os Philadelphia Eagles e os New England Patriots. Cardi B, a rapper sensação que até participa numa das músicas mais recentes da banda, pode juntar-se aos Maroon 5 no relvado do Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Até aqui, tudo normal. O que não se sabia é que a banda norte-americana não foi a primeira opção da National Football League (NFL).

Esta sexta-feira, a US Weekly conta que Rihanna recusou atuar no intervalo do Super Bowl LIII. A cantora dos Barbados foi a primeira escolha da NFL, mas rejeitou o convite “porque apoia Colin Kaepernick”, o jogador de futebol americano que em 2016, ao serviço dos San Francisco 49ers, se ajoelhou durante o hino nacional dos Estados Unidos, em protesto contra a violência policial para com os afro-americanos, e originou uma polémica que chegou à Casa Branca e a Donald Trump. O atleta terminou o contrato com os 49ers no final dessa temporada e não joga desde 2016. Recentemente, voltou a estar no olho do furacão quando foi escolhido pela Nike como cara da nova campanha da marca de desporto associado à frase: “Acredita em alguma coisa, mesmo que signifique sacrificar tudo”.

A imprensa norte-americana acrescenta que os representantes de Rihanna ainda tentaram convencê-la a aceitar o convite — já que a cantora de 30 anos lança um álbum ainda este ano e esta seria uma ótima manobra de marketing —, mas a artista mostrou-se irredutível e decidiu “manter-se leal àquilo que está certo aos olhos dela”, explicou uma fonte. Ora, esgotada a primeira opção, a NFL avançou para a segunda: a cantora Pink. Mas a norte-americana, que no passado mês de fevereiro cantou o hino antes do início do jogo, também acabou por recusar o convite — ainda que por motivos diferentes. Pink mostrou-se desagradada com a demora nas negociações com a NFL e não concordou com os termos apresentados, acabando por deixar cair a proposta.

Os Maroon 5 foram, portanto, a terceira opção da NFL. Mas esta não foi a primeira vez que um artista recusou atuar no intervalo do Super Bowl devido a toda a polémica que começou com Colin Kaepernick. No final de 2017, quando começaram a surgir os primeiros rumores sobre quem atuaria no intervalo do Super Bowl de 2018, era quase dado como certo de que seria Jay-Z o escolhido. Entretanto, foi confirmado que seria Justin Timberlake a atuar e soube-se, mais tarde, que Jay-Z recusou a proposta em protesto com a NFL devido à forma como o organismo que regula o futebol americano nos Estados Unidos tratou Colin Kaepernick: até porque o rapper fez questão de o deixar escrito numa música. “Eu disse não ao Super Bowl, vocês precisam de mim, eu não preciso de vocês. Todas as noites estamos na end zone, digam à NFL que estamos nos estádios também”, podia ouvir-se em “Everything is Love”.

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