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De evangelista a palhaça voluntária em hospitais. Quem é Michelle de Paula, a primeira-dama do Brasil?

Sabe língua gestual porque tem um tio surdo, já se vestiu de palhaço em voluntariados e fez com que Bolsonaro desfizesse a vasectomia. Quem é Michelle de Paula, a discreta primeira-dama do Brasil.

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Michelle e Jair casaram em 2008 pelo civil e 5 anos depois pela igreja, já depois de terem uma filha

AFP/Getty Images

Michelle e Jair casaram em 2008 pelo civil e 5 anos depois pela igreja, já depois de terem uma filha

AFP/Getty Images

Foi preciso chegar ao dia de todas as decisões no Brasil para que Michelle Bolsonaro saísse das sombras onde se manteve ao longo de toda a campanha que o marido, Jair Bolsonaro, conduziu enquanto candidato à presidência pelo Partido Social Liberal (PSL). Quem a conhece não estranhou a ausência: Michelle só dá nas vistas por ser discreta e gostar pouco do barulho das luzes. Este domingo, no entanto, apareceu ao lado do marido, no momento em que o novo presidente do Brasil foi votar, no discurso oficial de vitória e nos vídeos que mais informais que Bolsonaro fez nas redes sociais. Agora, Michelle herdou um novo título: é a nova primeira-dama do Brasil.

Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro nasceu em Ceilândia, uma cidade a 26 quilómetros de Brasília, em 1980, e tem raízes em Portugal através do pai, um motorista de autocarros chamado Paulo Reinaldo, mais conhecido por Paulo Negão. Jair Bolsonaro chegou a falar dele para se defender das acusações de racismo: “O meu sogro mora aqui em Ceilândia, é conhecido como Paulo Negão. Dele posso dizer que não gosto muito, com todo o respeito. Brincadeira! Ele é um amigo! E sou apaixonado pela filha dele”, disse num discurso na Câmara.

Há pouca informação sobre a mãe de Michelle. Sabe-se que se chama Maria das Graças Firmo Ferreira e surge numa fotografia tirada no dia do casamento da filha com Jair Bolsonaro. De resto, Michelle Bolsonaro só falou sobre ela brevemente numa das raras aparições que fez ao longo da campanha, quando distribuiu chocolate quente aos porteiros de um prédio: “A minha mãe sempre nos ensinou que não devíamos negar água e comida para ninguém”. De resto, nenhum familiar de Michelle falou sobre ela ou sobre o casal ao longo da campanha: “Já foi conversado e não temos autorização para falar sobre esse tipo de assunto”, disse uma prima ao Metrópoles.

Michelle tem duas filhas: a mais velha, Letícia, nasceu em 2002 e é fruto de um relacionamento anterior com um funcionário de uma empresa de autocarros turísticos. Cinco anos depois, Michelle e Jair Bolsonaro apaixonaram-se.  Os dois conheceram-se no Congresso Nacional do Partido Socialista Brasileiro, em 2007, quando Michelle trabalhava como secretária parlamentar do PSB, liderado à época por Mário França, que agora é governador de São Paulo, conta o Metrópoles: “Tudo começou quando nos vimos pela primeira vez, no gabinete do Jair. Não demorou muito para termos a certeza de que queríamos dividir uma vida a dois”, disse a própria numa entrevista, poucos anos depois. Casaram em 2008 no civil e em 2013 pela igreja.

Seis meses depois de se conhecerem, em novembro de 2008, Jair Bolsonaro casou com Michelle. Era o terceiro casamento de Jair, 27 anos mais velho. Michelle tinha ido trabalhar com ele, no gabinete do deputado. Nove dias depois de ser oficializada como funcionária, e dois meses antes do casamento, assinou com Bolsonaro um pacto antenupcial. Nesse período, o salário dela triplicou, até ser exonerada, em 2008, quando o Supremo Tribunal Federal alertou que a Constituição proibia o nepotismo na administração pública.

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Jair Bolsonaro, já pai de três homens, tinha feito uma vasectomia, mas, depois do casamento, reverteu a operação no Hospital Central do Exército para poder ter filhos com Michelle. Do relacionamento dos dois nasceu Laura em 2011. Depois, por pedido dela, Jair e Michelle casaram também pela igreja, numa grande festa no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro. A cerimónia, que juntou 150 pessoas, aconteceu a 21 de março de 2013 para coincidir com o aniversário de ambos: Michelle nasceu a 22 de março; Jair Bolsonaro celebra o aniversário um dia antes. Uma fotografia de Michelle vestida de noiva ilustrou a capa da revista “Festejar Noivas” no Rio de Janeiro.

Michelle Bolsonaro é envagélica e frequentava a sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) até 2016, quando o fundador e pastor Malafaia e Jair Bolsonaro se desentenderam. Desde então que a nova primeira-dama passou a frequentar a Igreja Batista Atitude, onde participa em vários trabalhos comunitários, principalmente relacionados com surdos e mudos. Comunica com eles em língua gestual brasileira, que aprendeu porque tem um tio surdo. Foi ele quem lhe ensinou o alfabeto dessa língua. E é por causa disso que Jair Bolsonaro apareceu sempre acompanhado por uma tradutora de língua gestual.

(26/09/2018)#DiadoSurdo A Michelle é minha esposa, sempre se dedicou a aprender com os deficientes auditivos membros de sua igreja.Neste vídeo, ela se apresenta, parabeniza os surdos pela data, diz que ainda está no hospital conosco, agradece o carinho e orações e diz que continuará lutando pela comunidade surda. Obrigado a todos pela consideração! ???

Posted by Jair Messias Bolsonaro on Thursday, September 27, 2018

De resto, Michelle Bolsonaro sempre demonstrou ter interesse pela área da saúde. A brasiliense chegou a frequentar o curso de Farmácia na Universidade Estácio de Sá. Em 2003, quando tinha 23 anos, esteve na Bahia para fazer voluntariado junto das comunidades mais pobres. Mais tarde, integrou a organização não-governamental cristã “Trupe Miolo Mole” e vestia-se de palhaço para animar as crianças internadas. Depois participou do projeto DADO, que promovia as doações de sangue e de medula óssea.

A primeira vez que Michelle Bolsonaro participou ativamente em público na campanha eleitoral foi a 26 de setembro, quando a página de Jair Bolsonaro partilhou um vídeo dela a comunicar em língua gestual brasileira por ocasião do Dia Nacional do Surdo. Na quinta-feira, o Partido Social Liberal (PSL) também publicou uma entrevista com Michelle: “O Jair tem um brilho diferenciado no olhar. É um cara humano, que se preocupa com as pessoas. Muito brincalhão, muito natural, muito dado. Quem conhece, quem convive, sabe que ele é assim. É meu amor, né?”, disse.

A discrição de Michelle tem sido total, tanto que nem nas redes sociais tem qualquer presença. A primeira-dama não tem página de Facebook desde 2017 e apagou a conta que mantinha no Twitter, em 2014. Este domingo apareceu a beijar o marido na mesa de voto, surgiu ao lado dele no discurso de vitória e nos vídeos que Bolsonaro tem feito nas redes sociais: “Ao meu lado, a senhora Ângela, professora de libras [língua gestual brasileira], e minha esposa, Michelle, pessoa que nos momentos de alegria e de tristeza sempre esteve ao meu lado”.

Antes só tinha aparecido por meros segundos à porta do hospital quando ia visitar Jair Bolsonaro, na sequência da facada em Minas Gerais. E embora estivesse perto do marido em eventos da campanha, quase nunca se tinha pronunciado. A única vez que tal aconteceu foi numa ocasião em que Bolsonaro afirmou que “graças a Deus, os filhos homens são homens e a mulher é mulher”. Michelle respondeu: “Ámen”.

[Veja no vídeo como Michelle defende Bolsonaro: “Ele não é o que dizem]

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