Rádio Observador

Reino Unido

Farmacêutica britânica acusada por morte de bebés em 2014

Farmacêutica britânica ITH Pharma está a ser acusada por ter fornecido medicamentos infantis de qualidade não comprovada. Três bebés morreram em 2014, e 20 ficaram doentes.

PAULO NOVAIS/LUSA

A farmacêutica britânica ITH Pharma foi formalmente acusada de ter fornecido medicamentos “de natureza ou qualidade não comprovada” que resultaram na morte de três bebés em maio de 2014, sendo que 20 outros ficaram doentes com septicemia (infeção generalizada do corpo).

De acordo com a imprensa britânica, a farmacêutica especializada em medicamentos infantis é acusada de sete casos de fornecimento de medicamentos de natureza ou qualidade não especificada, e de não ter tomado todas as medidas razoáveis para garantir que os pacientes não eram contaminados.

A acusação é o culminar de quatro anos de investigação pela polícia britânica em torno de um lote de medicamentos infantis distribuídos aos hospitais do serviço nacional de saúde britânico em maio de 2014. De acordo com o Independent, os bebés em questão foram alimentados por via intravenosa, num procedimento conhecido como “nutrição parental total”, tendo sido essa “alimentação” fornecida pela ITH Pharma.

Os responsáveis pela farmacêutica vão ser presentes a tribunal no próximo dia 17 de dezembro. Embora sempre tenha dito que tinha “toda a simpatia pelas famílias afetadas”, a companhia reafirma que vai “defender-se vigorosamente neste caso”.

Temos toda a simpatia pelas famílias afetadas, independentemente da causa. Contudo, estamos desapontados pela decisão judicial de acusar a companhia a vamos defender-nos vigorosamente”, lê-se num comunicado entretanto divulgado pela ITH Pharma.

A investigação começou quando, a 1 de junho de 2014, um bebé de nove dias morreu depois de contrair uma infeção no hospital de St. Thomas em Lambeth, Londres. Outros dois bebés viriam a morrer a seguir, e 20 outros ficaram doentes em oito hospitais diferentes. Os pais do primeiro bebé a morrer, Yousef Al-Kharboush, têm descrito os últimos quatro anos como estando a “viver com uma ferida aberta que nunca fecha”.

“É impossível seguirmos em frente enquanto o caso continuar aberto, nem tenho a certeza se algum dia vamos conseguir perceber realmente o que se passou”, disse o pai Raaid Sakkijha, citado pelo Independent.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)