Os trabalhadores dos Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS) marcaram esta segunda-feira uma greve para dia 27 de novembro para pressionar o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) a retomar as negociações das convenções coletivas.

Rui Marroni, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), disse à agência Lusa que os pré-avisos de greve foram emitidos esta segunda-feira, dando cumprimento à decisão que os trabalhadores tomaram em plenários realizados na última semana.

A greve foi convocada por sindicatos da CGTP, UGT e independentes, que representam médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico, auxiliares e administrativos, que trabalham nos SAMS, que são propriedade do SBSI.

Segundo os sindicatos, o conflito surgiu porque a direção do SBSI interrompeu os processos de conciliação a decorrer no Ministério do Trabalho, com o objetivo “de provocar a caducidade dos Instrumentos de Regulamentação Coletiva de Trabalho (IRCT) em vigor”. Os representantes dos trabalhadores dos SAMS pediram entretanto reuniões “com caráter de urgência” à direção do SBSI, ao ministro do Trabalho e à Inspetora-Geral do Trabalho (ACT), para tentar desbloquear a situação.

No dia da greve os trabalhadores dos SAMS vão também manifestar o seu descontentamento na rua com uma manifestação. Os SAMS empregam 1.300 trabalhadores com vínculo e várias centenas de pessoas com avenças ou como independentes.