Hoje, para além do poder computacional que o pequeno aparelho que trazemos no bolso nos confere, ainda nos permite, na maioria das vezes, deixar a “clássica” máquina fotográfica em casa. A aventura entre as duas marcas materializou-se no Huawei P9, lançado em 2016, e conheceu uma nova etapa com o lançamento do Huawei Mate20 lite, em setembro deste ano.

Neste equipamento, destinado ao segmento empresarial jovem, são já quatro as câmaras disponíveis, duas frontais e duas traseiras, assistidas por Inteligência Artificial (IA), o que permite tirar fotos em diferentes cenários.

Na parte frontal, o smartphone vem equipado com uma câmara dupla de 24MP e 2MP, o que acaba por marcar a diferença face aos restantes telemóveis. É que enquanto as câmaras de lente única basicamente dependem de software para virtualizar efeitos de bokeh – aquele efeito desfocado com luzes em formas circulares no fundo criado pela lente –, as câmaras duplas recorrem a uma lente primária para capturar dados principais e a outra para capturar profundidade. Combinando os dados digitalmente, as câmaras duplas podem tirar fotos com efeitos bokeh autênticos, como as captadas por fotógrafos profissionais, com destaque para certos aspetos.

A arte de perspetiva única

E por falar em profissionais, a Huawei convidou Jason Heyman, responsável pelo projeto português Jupiter Pixel, para fazer um verdadeiro “test drive” ao equipamento Mate20 lite, materializado numa “exposição” em fotografias obtidas com o novo smartphone. Aliás, Jason admite que, apesar de especialista na área da imagem, hoje não anda com a sua máquina profissional nos tempos de lazer, pelo que, contou-nos, “quase todas as fotos da minha filha são fotografadas com recurso ao telemóvel”. Testar a câmara do novo smartphone foi um desafio encarado “com muita curiosidade”, até porque “já tinha vontade de testar esta câmara”.

17 fotos

Jason Heyman admite que “a ideia de ter Inteligência Artificial aliada à fotografia é muito promissora, especialmente com o fácil acesso à fotografia em que a premissa é de que qualquer pessoa, independentemente da experiência e formação na área, poderá ter um resultado de qualidade e assim mais facilmente transformar em arte a sua perspetiva única”.

Ao contrário da maioria dos smartphones do mercado, que suportam apenas reconhecimento de ambientes através das suas câmaras traseiras, o sistema de Inteligência Artificial do Huawei Mate20 lite tem uma curiosidade: estudou mais de 100 milhões de imagens, conseguindo reconhecer mais de 500 cenários em 22 categorias tais como retrato, céu azul, neve, edifícios antigos, fogos-de-artifício, plantas, gatos, cães, texto, comida, carros e noite.

O poder da IA

Depois de automaticamente identificar os ambientes, as configurações da câmara assentes em Inteligência Artificial ajustam-se aos mesmos, fornecendo aos utilizadores os melhores resultados, bem como uma experiência de fotografia inteligente. “Foi muito interessante. Fartei-me de fotografar e filmar ambientes e objetos, tanto banais como complexos e fui descobrindo o quanto a máquina fazia por mim!”, enfatizou Jason Heyman. De resto, garantiu-nos nunca antes ter manuseado um telemóvel com este tipo de algoritmos para a câmara fotográfica. “Este deteta diferentes cenários e altera automaticamente os perfis tais como a saturação, luminosidade e contraste, dependendo do que se está a fotografar”. Isto para além da câmara do Huawei Mate20 lite ter a capacidade para filmar vídeos em slow motion de excelente qualidade.

Quando questionado sobre que características do Huawei Mate20 lite acredita irem ser mais apreciadas pelos apaixonados pela fotografia, Jason Heyman realçou duas: “Para os apaixonados pelas paisagens, arquitetura ou planos mais abertos, será a nitidez das câmaras. Fazem um excelente trabalho. Para os amantes de retrato, este telemóvel tem a opção ‘beauty level’, que suaviza as tonalidades de cor e marcas da pele. Vai fazer furor”.

Adepto de redes sociais como o Instagram e o Facebook, “essencialmente para trabalho”, o responsável pela Jupiter Pixel é da opinião que, por um lado, estas plataformas, nomeadamente o Instagram, vieram “banalizar” a fotografia e a capacidade de fotografar. Por outro, vieram dar um ainda maior protagonismo à fotografia, sensibilizando as pessoas para a arte de fotografar. “Nunca antes se viu tanta partilha de fotografia nas redes sociais. Infelizmente, a maioria do conteúdo não tem grande interesse, pois grande parte das fotos partilhadas são muito individualistas e egocêntricas, numa perspetiva de show-off e não necessariamente artísticas”.

Os adjetivos do Mate

“Útil”,” bonito”, “rápido”, “elegante”, “grande ecrã” e “incrível” foram os adjetivos que Jason Heyman atribuiu ao novo equipamento, e se quando se trata de qualidade de imagem, as câmaras digitais tradicionais, sem telefone, ainda continuam vencedoras, o profissional ressalva que as câmaras mais úteis, interessantes e divertidas são as dos telemóveis. “Para além de terem várias opções artísticas em que facilmente se editam as fotos, ou estas já vêm editadas automaticamente sem necessidade de utilizar software de edição, as partilhas nas redes sociais estão ao alcance de um dedo. São fáceis de utilizar por qualquer pessoa, o que se traduz em resultados finais exponencialmente melhores e mais rápidos”.

Claro que a suportar tudo isto – e para que não aconteça termos equipamentos que fazem tudo com baterias… que não dão para nada –, o Huawei Mate20 lite vem com uma bateria de 3750mAh, o que lhe dá uma autonomia alargada e suporte Quick Charge. Resumo: um equipamento excelente para os novos empreendedores que querem uma máquina com design, poder de computação e uma elevada capacidade fotográfica. E com bateria para fazer tudo isto e muito mais!!

Um agradecimento especial à  disponibilidade de Jason Heyman e à Jupiter Pixel para colaborar neste desafio!