Armas De Fogo

Alemanha anuncia paralisação de venda de armas à Arábia Saudita em resposta ao assassínio de Khashoggi

Há um mês, a Alemanha tinha anunciado que não aprovaria novas exportações de armas para a Arábia Saudita, adiantando que seria feita uma reavaliação dos contratos já aprovados.

ERDEM SAHIN/EPA

O Ministério da Economia alemão anunciou esta segunda-feira a paralisação de todas as vendas de armas e equipamentos de defesa à Arábia Saudita, incluindo as já aprovadas por Berlim, em resposta ao assassínio do jornalista Jamal Khashoggi.

Há um mês, a Alemanha tinha anunciado que não aprovaria novas exportações de armas para a Arábia Saudita, adiantando que seria feita uma reavaliação dos contratos já aprovados.

O porta-voz do Ministério da Economia, Philipp Jornitz, disse que “o Governo alemão está a trabalhar com as empresas que têm autorizações válidas para que não haja atualmente exportações [de armamento] da Alemanha para a Arábia saudita”. Acrescentou que foram usados “vários instrumentos” para bloquear as exportações, mas alegou motivos legais para não explicar em que consistiam.

O anúncio do Ministério da Economia surge pouco depois de o chefe da diplomacia alemã, Heiko Maas, ter dito em Bruxelas, que a Alemanha irá proibir a entrada no espaço Schengen a 18 sauditas suspeitos de envolvimento na morte do jornalista.

Heiko, que falava aos jornalistas em Bruxelas, explicou que a decisão foi tomada em coordenação com a França, que integra o espaço de livre circulação europeu, e com o Reino Unido, que não pertence a Schengen. Segundo Maas, os 18 visados estão “alegadamente ligados ao crime”, mas não deu mais informações.

A Alemanha vai agora introduzir a identidade dos 18 visados no sistema de informação Schengen (comum a 26 países europeus) para lhes interditar o acesso, precisou o ministro alemão. A entrada no espaço comum de livre circulação europeu só será possível se cada Estado emitir um visto nacional, segundo diplomatas citados pela agência de notícias France-Presse.

As medidas de Berlim seguem-se a sanções económicas anunciadas, na quinta-feira, pelos Estados Unidos para 17 responsáveis sauditas, incluindo elementos próximos do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. As sanções económicas juntaram-se à proibição de viajar para os Estados Unidos já em vigor para os mesmo 17 suspeitos sauditas.

As sanções dos Estados Unidos foram anunciadas no mesmo dia em que o Ministério Público (MP) da Arábia Saudita pediu penas de morte para cinco dos acusados de envolvimento da morte do jornalista, admitindo que Jamal Khashoggi foi morto e desmembrado no consulado do país em Istambul.

O MP ilibou o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, sobre quem recaíam suspeitas de ter ordenado o assassínio de Khashoggi. Jamal Khashoggi, jornalista saudita crítico do regime, foi morto em 02 de outubro no consulado saudita em Istambul, na Turquia.

A Arábia Saudita começou por assegurar que o jornalista tinha saído do consulado vivo, mas depois mudou de versão e admitiu que foi morto na representação diplomática numa luta que correu mal. Segundo a investigação turca, Khashoggi foi morto por um esquadrão de agentes sauditas que viajaram para Istambul com esse fim.

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse por várias vezes que a ordem para matar Khashoggi “foi dada ao mais alto nível do estado” saudita.

As autoridades sauditas detiveram 21 suspeitos de ligações à morte do jornalista e adiantam que 11 foram já acusados.

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