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APED pede ao Governo revisão “com urgência” da lista de medicamentos vendidos sem receita

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição apelou esta segunda-feira ao Infarmed e ao Ministério da Saúde para reverem, "com urgência"

Antonio Cotrim/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) apelou esta segunda-feira ao Infarmed e ao Ministério da Saúde para reverem, “com urgência”, a lista de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM), de venda livre, para assim aumentar a oferta.

Num comunicado esta segunda-feira divulgado, a APED “reforça este apelo no dia em que foram conhecidos dados referentes à venda de MNSRM, que vêm corroborar que os preços praticados nos espaços de saúde são consideravelmente inferiores aos praticados nas farmácias”.

Um estudo divulgado segunda-feira pela DECO refere que os hipermercados vendem os medicamentos sem receita médica em média 9% mais baratos do que as farmácias, uma tendência que acontece desde 2007, mas que tem vindo a diminuir.

O estudo da Deco/Proteste, que será publicado na edição de dezembro da revista Teste Saúde, analisou os preços de 25 medicamentos para as dores, tosse, alergias, obstrução nasal e gripe.

A APED reforça que “o preço dos medicamentos sem receita médica vendidos nos espaços de saúde da distribuição foi 14,7% mais baixo do que os apresentados pelas farmácias, segundo os dados que tem disponíveis sobre o primeiro trimestre de 2018, referentes ao ‘top 5’ de vendas em unidades deste tipo de medicamento”.

No comunicado esta segunda-feira divulgado, Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, afirma que “é imperativa a revisão desta lista para que o mercado dos MNSRM se torne mais competitivo e traga ao consumidor uma maior diversidade de produtos a preços ainda mais acessíveis”.

O mesmo responsável sublinha que Portugal “está na 24.ª posição entre os 28 Estados-membros da União Europeia com menor expressão de MNSRM face ao mercado de prescrição, uma realidade que não se coaduna com a maturidade e experiência demonstrada pelo mercado português, nomeadamente pelo setor do retalho e distribuição, nesta área”.

“A venda de MNSRM nos espaços de saúde teve início em 2006 e é feita desde então com total garantia de segurança, sendo apoiada por profissionais devidamente certificados e preparados para o aconselhamento”, sublinha Gonçalo Lobo Xavier.

Entre julho e setembro de 2018, a DECO recolheu os valores dos medicamentos de venda livre cujas substâncias ativas são das mais vendidas em Portugal, tendo obtido 8.286 preços em farmácias (incluindo online), hipermercados e parafarmácias.

O conjunto dos 25 medicamentos estudados custa, em média, 152 euros nas grandes superfícies, 170 nas parafarmácias e 173 nas farmácias, sendo de 21 euros a diferença média de preços entre farmácias e hipermercados.

As farmácias apresentam a maior variação de preços para o mesmo medicamento, sendo que em muitos casos, foi nestes estabelecimentos que foram encontrados os valores mais baixo e mais elevado, salienta o estudo.

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Queixamo-nos de que pagamos demasiados impostos. Há quem prometa baixá-los, quem exija cortá-los, mas ninguém nos explica como sustentar o SNS onde os medicamentos tenderão a ficar cada vez mais caros

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