Rádio Observador

Acidentes e Desastres

Encontrada a segunda viatura que caiu na pedreira de Borba. Buscas prosseguem no sábado

169

A segunda viatura que estava submersa na pedreira, em Borba, foi encontrada. Esta sexta-feira foram também retirados os corpos dos 2 cunhados que estavam desaparecidos depois da derrocada da EM 255.

O mau estado da carrinha impediu que o desencarceramento fosse feito ainda dentro de água

RUI MINDERICO/LUSA

A segunda viatura que caiu na pedreira, em Borba, foi encontrada ao final da tarde desta sexta-feira, confirmou o Observador junto de fonte ligada às operações de busca. Nessa viatura estará a última vítima da derrocada de há quase duas semanas. O veículo foi localizado, numa zona submersa. Os trabalhos foram, entretanto, interrompidos e serão retomados no sábado de manhã.

Já ao final desta manhã tinha sido retirada uma viatura que se encontrava submersa na sequência do colapso da Estrada Municipal 255. Lá dentro encontravam-se os corpos de duas vítimas. Foi a equipa de mergulhadores do Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro (GIPS) da GNR que localizou uma carrinha depois de, ao início da tarde desta quinta-feira, um sonar da Marinha ter detetado uma estrutura metálica “a uma profundidade de cerca de 7 metros” que poderia ser uma das viaturas submersas.

A estrutura metálica era então uma carrinha de caixa aberta que já foi retirada ao final da tarde de sexta-feira. Em conferência de imprensa, a Proteção Civil indicou que a viatura “estava encaixada entre dois blocos de pedra” e que o mau estado do veículo impediu que o desencarceramento fosse feito ainda dentro de água. “Foi decidido retirar a viatura para uma plataforma seca e, de seguida, faz a operação de resgate das vítimas”, acrescentou a Proteção Civil.

Tudo indica que os dois corpos serão os dos dois cunhados que seguiam nessa carrinha: José Rocha, conhecido como “Zé Algarvio”, de 53 anos, e Carlos Andrade, de 37, ambos residentes em Bencatel, no concelho de Vila Viçosa. Confirma-se, então, que os dois cunhados que estavam dados como desaparecidos foram arrastados pela derrocada. Confirma-se também que este acidente já provocou, com certeza, quatro vítimas mortais, até ao momento.

Ao que tudo indica resta apenas retirar o corpo de uma pessoa: será o de Fortunato, de 85 anos. Até ao momento, três pessoas estavam dadas como desaparecidas desde 19 de novembro — dia em que aconteceu a derrocada da EM 255 — sendo que os corpos de duas foram retirados esta sexta-feira. O homem de 85 anos, que vivia no Alandroal, terá passado naquela estrada àquela hora, pelo que a mulher acredita que seja uma das vítimas mortais.

As operações de resgate na pedreira de Borba decorrem já há 12 dias. Até ao momento, só tinham sido retirados os corpos dos dois operários da pedreira que trabalhavam no local no momento da derrocada. O corpo de João Xavier, de 58 anos, foi retirado no passado sábado. O de Gualdino Pita, de 49, foi encontrado na retroescavadora e retirado logo no dia seguinte à derrocada.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: cbranco@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)