PSD

Rio evita comentar falsos registos dos deputados. Fala antes das greves que “já não cabem nos dedos das mãos”

Em Belém, Rio só comenta assuntos tratados com Marcelo, e falsos registos dos deputados ficaram à porta. Greves das últimas semanas preocupam o líder social-democrata: provam que não está tudo bem.

MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

Rui Rio foi a Belém para uma audiência com o Presidente da República e, finda a reunião, recusou-se a falar de qualquer outro assunto que não tivesse sido abordado dentro de portas. Foi assim que não comentou o caso, noticiado pelo Observador, da deputada do PSD que votou o Orçamento no lugar do colega de bancada. Nem comentou qualquer questão relacionada com a transparência e a ética dos deputados: “Sobre esse assunto já falei várias vezes com o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, mas não hoje”, limitou-se a dizer.

Falando aos jornalistas no Palácio de Belém, o presidente do PSD preferiu antes destacar uma das questões que o preocupa, e da qual deu conta ao Presidente da República, que tem a ver com a instabilidade social que se vive no país, sublinhando que “as greves das últimas semanas foram tantas que quase já não cabem nos dedos das mãos”. “Isto significa que as coisas não estão assim tão bem como o Governo tem dito”, sublinhou, ressalvando que “não faz demagogia” e por isso não diz que com ele estaria “tudo bem” porque “nunca está tudo bem”, mas seguramente “as coisas estariam melhores”.

Outro tema abordado na reunião foi a questão do tempo de serviço dos professores, já que o Governo se prepara para enviar para Belém um decreto-lei que devolve aos professores apenas 2 anos do tempo de serviço (e não os 9 exigidos). Mas sobre isso, Rio disse que só decidiria o que fazer caso fosse pedida apreciação parlamentar do decreto (como o PCP já disse que faria) depois de o decreto ser de facto promulgado. Até lá, limita-se a dizer que o PSD mantém que o tempo de carreira deve ser contabilizado na íntegra, mas que essa devolução pode ser feita de forma faseada para acautelar o esforço orçamental.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt
PSD

A direita poderia ganhar em 2019 /premium

Sebastião Bugalho
523

Rui Rio homenageia Sá Carneiro falando de piscinas municipais e dos seus processos como arguido na Câmara do Porto e ninguém se levanta para sair da sala. Foi uma vergonha. Repito: foi uma ver-go-nha.

PSD/CDS

Os problemas da Direita: a liderança

Fernando Leal da Costa

O PSD precisa de um líder e não de um patrão. Até pode ser Rui Rio, não digo que não, mas isso obrigava-o a transmitir a ideia de que está confortável e seguro no cargo. Não parece ser o caso.

Saúde

Anatomia de uma greve

Luís Lopes Pereira

Não podemos manter greves – principalmente na prestação de cuidados de saúde – com um caráter tão indefinido no tempo como as que presenciamos, pois doutra forma teremos a morte anunciada do SNS.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)