Angola

Parlamento vai pedir ao Governo angolano atenção à variação do preço do petróleo

Ruth Mendes, adiantou que os deputados já debateram a possibilidade de uma revisão à proposta do OGE para 2019 - o orçamento está projetado com base no preço do barril de petróleo a 68 dólares.

AMPE ROGÉRIO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Assembleia Nacional angolana vai recomendar ao executivo que esteja atento à variação do preço do barril do petróleo, referência na elaboração da proposta de Lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019, anunciou esta sexta-feira a responsável da comissão de Economia.

A presidente da comissão parlamentar de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, Ruth Mendes, adiantou que os deputados já debateram a possibilidade de uma revisão à proposta do OGE para 2019 – o orçamento está projetado com base no preço do barril de petróleo a 68 dólares.

“Qualquer Governo avisado, nessas condições, pode prever uma revisão. Nós, entretanto, vamos recomendar ao executivo que esteja atento, para que, caso o preço do barril do petróleo continue a baixar em relação ao preço que é apresentado na proposta do orçamento, se possa fazer uma revisão”, disse Ruth Mendes, deputada pela bancada do MPLA, partido maioritário.

Questionada se há já um valor de referência previsto, a presidente da Comissão de Economia e Finanças do parlamento angolano respondeu que não, “devido à volatilidade do preço do petróleo”.

“Há que ter alguma cautela, porque também seria precipitado se se propusesse a revisão para agora ou para os primeiros meses. Está muito a depender de qual vai ser a tendência do preço do barril do petróleo nos próximos meses”, frisou.

O Governo angolano projetou o preço do barril de petróleo em 68 dólares como base do OGE 2019, por estar abaixo do estimado (70 dólares) por várias organizações financeiras internacionais.

A deputada justificou sexta-feira à imprensa o adiamento, para segunda-feira, da aprovação do relatório do parecer conjunto da proposta de Lei do OGE para o exercício económico de 2019, que vai a votação final a 14 deste mês.

Ruth Mendes explicou que o adiamento se deveu à falta de tempo suficiente para que os deputados analisassem o documento com o cuidado merecido.

“O parecer engloba muitas matérias de todos os setores do Governo e tivemos muito pouco tempo, desde a altura que tivemos as discussões na especialidade, na sexta-feira da semana passada. Apesar de estar pronto, não houve tempo de os colegas lerem o relatório, pois precisam de estudá-lo. Preferimos adiar para segunda-feira de manhã”, referiu.

A proposta de Lei do OGE 2019 estima receitas e fixa despesas em 11,3 biliões de kwanzas (32,2 mil milhões de euros).

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.
Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)