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O comité que organizou a tomada de posse de Donald Trump, em janeiro de 2017, está a ser investigado por suspeitas em torno do uso de 107 milhões de dólares que lhe chegaram através de donativos.

Segundo o The Wall Street Journal, a investigação, que está ainda a dar os primeiros passos, está a tentar perceber se os donativos em questão foram feitos como maneira de algumas pessoas estrangeiras ganharem influência e acesso à atual administração norte-americana.

Aquele jornal refere ainda que esta pista surgiu durante a investigação ao ex-advogado de Donald Trump, Michael Cohen, que foi condenado esta quarta-feira a três anos de prisão por ter organizado o pagamento de subornos para silenciar duas mulheres que disseram ter tido relações sexuais com Donald Trump antes das eleições presidenciais de 2016.

De acordo com o The New York Times, a investigação está neste momento a debruçar-se sobre donativos feitos por pessoas de países do Médio Oriente — mais propriamente, da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Qatar.

Os donativos terão sido transferidos para dois fundos: o do comité organizador da tomada de posse, que foi registado como sendo de uma organização sem fins lucrativos; e o de da super PAC (grupo de lóbi político e angariação de fundos) Rebuilding America Now  favorável a Donald Trump.

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De acordo com o The New York Times, os dois fundos eram geridos pelo multimilionário Thomas J. Barrack Jr.. Em comunicado, um porta-voz daquele amigo de Donald Trump disse que ele “nunca tinha falado com indivíduos ou entidades do estrangeiro com o propósito de angariar dinheiro tanto para a campanha, como para a tomada de posse e até para qualquer atividade política”.

O The New York Times escreve que entre os indivíduos suspeitos de terem contribuído para os 107 milhões de dólares (94,8 milhões de euros, à taxa de câmbio atual)  estão o ex-primeiro-ministro do Qatar, Jassim bin Jaber Al Thani, e o empresário Rashid Al Malik, dos Emirados Árabes Unidos. Comité que planeou tomada de posse de Trump investigado