O Supremo Tribunal Espanhol decidiu esta segunda-feira não parar a exumação de Francisco Franco. Embora rejeitado, o pedido da família procurava impedir que a justiça espanhola levasse por diante a exumação do ditador espanhol, de forma a preservar a integridade dos feitos do seu familiar.

Na carta que escreveram ao governo, os netos de Franco afirmam que a suspensão preventiva da exumação dos restos mortais do seu avô era necessária para evitar causar “danos irreparáveis” à família, apelando ainda que os restos mortais do ditador continuassem na basílica de Cuelgamuros.

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“Seria inútil para meus clientes que a justiça acabasse por lhes dar razão anos depois de terem passado pelo tratamento amargo de uma exumação, tão humilhante quanto doloroso”, diz o comunicado, assinado pelo advogado da família, Luis Felipe Utrera-Molina, de acordo com o El País.

Tomada a decisão da justiça, os netos de Franco denunciaram ainda que ocorreram “irregularidades” durante todo o procedimento, já que a ordem de exumação é uma consequência do decreto real aprovado em agosto pelo governo, que modifica o artigo 16 da lei de memória histórica da República. 2007, para estabelecer quem fica no Vale dos Caídos. A lei diz que: “Apenas os restos mortais de pessoas que morreram como resultado da Guerra Civil Espanhola podem estar lá. Pois este é um local de comemoração, lembrança e homenagem às vítimas do conflito”.

Pedro Sánchez, representante da família, afirma que foi negado à família de Franco o “direito à privacidade pessoal e familiar”, uma vez que os netos”manifestaram unanimemente sua oposição à exumação dos restos mortais do seu avô”.

Supremo Tribunal de Espanha aceita recurso da família de Franco para travar exumação