RTP

Uma centena manifesta-se à porta da RTP Porto contra precariedade na empresa

177

Cerca de 100 trabalhadores da RTP e RDP Porto concentraram-se em frente às instalações onde trabalham, em protesto contra os vínculos precários que subsistem naquela empresa pública.

Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários da Administração Pública permitiu a entrada de 130 jornalistas precários na empresa

FERNANDO VELUDO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Cerca de 100 trabalhadores da RTP e RDP Porto concentraram-se esta segunda-feira diante das instalações, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, em protesto contra os vínculos precários que subsistem naquela empresa pública.

Em declarações à margem da iniciativa que reuniu jornalistas e técnicos do quadro da empresa e precários numa ação de solidariedade, o membro da subcomissão de trabalhadores da RTP Porto Nélson Silva denunciou as insuficiências da empresa.

Reportando-se ao Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários da Administração Pública (PREVPAP), que permitiu a entrada de 130 jornalistas precários na RTP e na RDP, Nélson Silva vincou haver “mais 261 casos, entre os quais se incluem muitas necessidades permanentes” que receberam “parecer negativo do conselho de administração da RTP”.

As necessidades a que aludiu situam-se nas “áreas técnica da informação e dos programas de entretenimento e na produção e ainda nas rádios Antena 1 e 2”.

Vincando a “necessidade permanente de trabalhadores”, deu como exemplo a produção do último ‘Aqui Portugal’, programa de entretenimento da RTP, “feito por 15 trabalhadores dos quadros e por 40 contratados”.

“Não se pode dizer que a ‘Praça da Alegria’, os dois turnos de informação, a emissão contínua da rádio e as equipas de vídeo móvel não são necessidades permanentes. Esses trabalhadores, quer por vínculo de ‘outsourcing’ quer por esquemas de empresas, (…) quer por contratação direta da RTP, são necessidades permanentes”, disse Nélson Silva.

Explicando porque é a situação de precariedade “má para empresa”, o membro da subcomissão justificou com a “perda da passagem de conhecimento”. Referiu também a situação de colaboradores que “estão situação miserável, em que ganham 22 euros por dias, e ainda fazem descontos sobre isso”. Na área técnica, disse Nélson Silva, o número de precários “será entre os 25 e os 30”. Na produção de conteúdos “entre dez e 12 pessoas”, na rádio “estão um técnico e um jornalista” e na “inserção de carateres mais oito ou nove”.

Acusando o Governo de ser quem “criou este problema”, porque antes “os precários tinham trabalho em situação deprimente, mas por causa deste problema até esse trabalho estão a perder”, disse haver colaboradores “que trabalhavam 26 dias e passaram para apenas três”. “Desde 2008 nunca mais foi contratado um técnico pela RTP”, acusou.

Jorge Pinto, da área técnica, foi um dos um dos que recebeu parecer negativo do PREVPAP, tendo contado à Lusa que trabalha na empresa “há cerca de dez anos, numa média que varia entre os 24 e 26 dias por mês”. “Neste momento, trabalho apenas cinco ou seis dias, em ‘outsourcing’ contratado pela empresa ‘Green’(…) Nos últimos quatro anos fiz parte da equipa que assegurava o estúdio virtual das 17:00 à 01:00”, acrescentou.

A Lusa tentou obter uma reação do conselho de administração da RTP, mas até ao momento não foi possível.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)