O aeroporto de Gatwick, em Londres, foi novamente reaberto. O aeroporto tinha estado “temporariamente suspenso” desde as 17h10 desta sexta-feira, devido a um novo avistamento de drone. O aeroporto tinha sido reaberto esta madrugada após ter sido fechado durante cerca de 36 horas devido à presença de dois drones nas imediações do aeroporto. A polícia continua a investigar o caso, mas ainda sem grandes conclusões.

O drone foi visto a circundar o aeroporto londrino perto das 17h10 (hora local). As autoridades ainda não conseguiram identificar a pessoa responsável pelo incidente. A última descolagem deu-se às 16h54 e a aterragem às 16h59.

A polícia de Sussex está a investigar este novo avistamento. Em comunicado, as autoridades afirmam estar a “implantar proativamente recursos significativos para procurar e localizar o drone e seu operador e garantir a segurança do público”.

O vice-presidente do Partido Conservador inglês, Lord Ashcroft, está a oferecer uma recompensa no valor de 10 mil libras (cerca de 11.070,5 euros) a quem tiver informações para deter e acusar os responsáveis por pilotarem os drones. A remuneração é oferecida através da CrimestoppersUK , uma organização britânica anónima para o combate ao crime.

Há aviões que estão a voar em círculos sobre o aeroporto, enquanto esperam autorização para aterrar. Pelo menos 11 voos foram divergidos para outros aeroportos.

Cerca de 126 mil pessoas foram afetadas com a perturbação causada pelos drones no aeroporto de Gatwick, em Londres, que obrigaram à suspensão de tráfego aéreo durante mais de 24 horas. Milhares foram obrigados a passar a noite no aeroporto ou foram desviados para outras cidades à medida que os voos iam sendo cancelados ou redirecionados por razões de segurança. No total, houve 657 voos suspensos.

Na quarta-feira à noite, perto das 21h, o aeroporto de Gatwick fechou devido à presença de dois drones sobre o espaço do aeroporto. Mais tarde, a polícia avançou que não se tratava de um ato terrorista, mas que era sim “um ato deliberado de perturbação”. Foram enviados militares para Gatwick para ajudar a polícia a travar os drones. Questionado sobre a ação das forças armadas no aeroporto, o secretário da defesa, Gavin Williamson, não pôde revelar qualquer informação, mas afirmou que elas “tinham um conjunto de capacidades únicas” para se conseguir reabrir o aeroporto à primeira oportunidade. Ao fim de três dias, a busca pelos aparelhos e por quem os quem os manobrou continua — operadores, por terem violado regras de segurança, arriscam-se a penas que podem ir até cinco anos de prisão.

Já esta manhã de sexta-feira, o aeroporto de Gatwick reabriu, depois de estar fechado durante mais de um dia. As ligações estão a ser retomadas lentamente, tendo partido quatro voos do aeroporto (da EasyJet e da British Airways) e chegado um (da China Eastern Airways). Em comunicado, a polícia informou que a última atividade de um drone foi vista ontem [quinta-feira] à noite, às 22 horas, mas a investigação ainda continua. Por cautela, há vários agentes colocados nos telhados dos edifícios do aeroportos atentos a eventuais reaparecimentos de drones na zona.

Após cerca de 50 avistamentos de drones nas últimas 24 horas, agentes da polícia adotaram uma “opção tática” em vários locais do aeroporto para antecipar o seu reaparecimento (BEN STANSALL/AFP/Getty Images)

Nas redes sociais, muitos passageiros afetados pelo cancelamento dos voos reagiram à reabertura da pista — uns a sentirem-se com sorte e outros “de coração partido”.

A Easyjet, a Ryanair, a British Airways, a Virgin Atlantic e a Tui estão entre as companhias aéreas afetadas, tendo cada uma aconselhado em comunicado que, apesar da reabertura, os passageiros devem contactar as suas companhias antes de voar para Gatwick, na medida em que ainda podem haver alguns atrasos nos voos ou cancelamento de outros.

Quanto aos aparelhos, a sua origem é ainda desconhecida. Na quinta-feira à noite, o chefe comandante da polícia de Sussex, Jason Tingley, afirmou não haver para já nenhuma detenção do possível controlador do drone que sobrevoou a área do aeroporto, embora haja já suspeitos.

De um total de 412 voos que estavam previstos chegar, 91 foram cancelados, de acordo com o porta-voz do aeroporto, citado pelo The Guardian, enquanto 64 das 371 partidas agendadas foram canceladas.