Iémen

Iémen. Observadores da ONU chegam para verificar cessar-fogo

Missão chegou a Hodeida para irá avaliar situação de segurança no terreno. Cessar-fogo entrou em vigor há menos de uma semana, mas ambas as partes falam em violações desde então.

Missão em Hodeida esteve antes disso em Sanaa, capital do Iémen, e Aden

YAHYA ARHAB/EPA

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  • Agência Lusa
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A missão de observadores da ONU encarregada de verificar o cessar-fogo em Hodeida, oeste do Iémen, chegou este domingo àquela cidade portuária, controlada pelos rebeldes xiitas que combatem o Governo, segundo fontes da organização e testemunhas.

A missão, dirigida pelo major-general holandês Patrick Cammaert, esteve anteriormente na capital, Sanaa, também controlada pelos rebeldes, e em Aden (sul), onde está instalado o Governo reconhecido internacionalmente.

Testemunhas ouvidas pela Associated Press disseram que a coluna de veículos da ONU chegou a Hodeida rodeada de um importante dispositivo de segurança montado pelos rebeldes Huthis. A primeira tarefa dos observadores em Hodeida é avaliar a situação de segurança no terreno para determinar quantos observadores vão ser necessários, segundo fontes da organização citadas pelas agências internacionais.

O frágil cessar-fogo entrou em vigor na terça-feira, mas ambas as partes em conflito têm-se acusado mutuamente de violações da trégua, assinada em 13 de dezembro na Suécia no final de negociações entre representantes de ambos os lados. Além do cessar-fogo, o acordo prevê a transferência do controlo dos portos de Hodeida, nas mãos dos rebeldes, para uma administração local, para desbloquear os problemas que têm impedido a entrada regular de ajuda humanitária a um país onde milhões de pessoas passam fome.

O conflito no Iémen começou em 2014 com a tomada da capital, Sanaa, pelos rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão. Em março de 2015, uma coligação árabe liderada pela Arábia Saudita lançou uma intervenção militar para apoiar o Governo reconhecido pela comunidade internacional.

Segundo a ONU, a guerra no Iémen, o país mais pobre do mundo árabe, já fez cerca de 16 mil mortos e causou a pior crise humanitária dos últimos anos.

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