Nicolás Maduro

Maduro acusa projetos políticos brasileiro, colombiano e argentino de serem inviáveis

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"Os projetos neoliberais de direita na América Latina e no Caribe são inviáveis e vão provocar o ressurgimento de uma nova onda de transformações populares", disse Maduro durante uma entrevista.

Prensa Miraflores / HANDOUT/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que os projetos políticos dos seus homólogos no Brasil, na Colômbia e na Argentina são inviáveis na região da América Latina e acabarão por provocar uma “nova onda” de governos de esquerda.

“Os projetos neoliberais de direita na América Latina e no Caribe são inviáveis e vão provocar o ressurgimento de uma nova onda de transformações populares”, disse Maduro, durante uma entrevista divulgada no primeiro dia do ano.

O Presidente da Colômbia, Iván Duque, “passou de 80% de apoio a 80% de repúdio”, opinou Maduro, afirmando que o povo colombiano está “nas ruas a pedir para [Duque] sair” da presidência. “Jair Bolsonaro – que acabou de assumir o seu mandato hoje [terça-feira] – vai seguir o mesmo caminho, e [Maurício] Macri na Argentina também”, observou Maduro.

A América Latina, disse, é “um território em disputa” entre as forças políticas da direita e da esquerda, reiterando que a região está a passar por “um processo de regressão” que levará ao ressurgimento de novos governos revolucionários.

Os governos de Macri e Duque já criticaram Maduro, por várias vezes, culpando-o pela grave crise económica que a Venezuela atravessa. O novo Presidente brasileiro retirou os convites que haviam sido feitos ao chefe de Estado venezuelano e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, por considerar que os seus “regimes violam a liberdade dos seus povos”.

Para Bolsonaro, Venezuela e Cuba estão “abertamente contra o futuro Governo do Brasil por afinidade ideológica com o grupo derrotado nas eleições”, referindo-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), do ex-Presidente Luíz Inácio Lula da Silva, que está detido a cumprir uma pena de mais de 12 anos de cadeia por corrupção. Jair Bolsonaro tomou posse, no primeiro dia do ano, como 38.º Presidente do Brasil.

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