Rep Democrática do Congo

RDCongo. 374 mortos e 623 casos de contaminação de ébola

Desde que o último surto foi decretado, a 1 de agosto, o vírus do ébola matou 374 pessoas e há já 623 casos de contaminação. A maioria das mortes deu-se em Beni, na província de Kivu Norte.

A RDCongo foi atingida nove vezes pelo Ébola, depois da primeira aparição do vírus naquele país africano, em 1976

DENNIS M. SABANGAN/EPA

O vírus do ébola provocou a morte de 374 pessoas e 623 casos de contaminação desde 1 de agosto até sábado nas províncias congolesas de Kivu Norte e Ituri, indicou o Ministério da Saúde da República Democrática do Congo (RDCongo).

Desde a última atualização, em 27 de dezembro, registaram-se mais 17 mortos e 32 casos de contágio, todos confirmados, mantendo-se em 48 o número de situações prováveis desde 01 de agosto, data da declaração desta nova epidemia, no nordeste da RDCongo.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde congolês indicam que a maioria dos mortos devido à contaminação com o vírus ocorreu em Beni, na província de Kivu Norte, localizada na região do grupo armado Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla em inglês), que multiplicou os ataques contra civis, o que complicou a resposta sanitária.

Esta epidemia de ébola, que se transmite por contacto físico através de fluidos corporais infetados e que provoca febre hemorrágica, foi constatada em Mangina, na província de Kivu Norte.

O Governo da RDCongo admitiu que a epidemia de ébola é já a maior da história do país relativamente ao número de contágios.

A RDCongo foi atingida nove vezes pelo ébola, depois da primeira aparição do vírus naquele país africano, em 1976.

Em 1995, o vírus do ébola provocou a morte a 250 pessoas na cidade de Kikwit, na província de Kwilu, no sudoeste da RDCongo.

É a primeira vez que uma epidemia de ébola é declarada numa zona de conflito, onde existe uma centena de grupos armados, o que leva à deslocação contínua de centenas de milhares de pessoas que podem ter estado em contato com o vírus.

A insegurança complica e limita o trabalho dos profissionais de saúde que sofrem ataques ou mesmo sequestros realizados por grupos rebeldes.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)