O procurador-geral-adjunto Albano Morais Pinto foi esta quinta-feira nomeado novo diretor do DCIAP. O anúncio foi feito pela Procuradoria-Geral da República através de um comunicado enviado às redações. “A deliberação foi tomada, hoje, em sessão plenária [do Conselho Superior do Ministério Público], presidida pela Procuradora-Geral da República”, pode ler-se na nota.

A decisão foi tomada por unanimidade. O Observador já tinha noticiado que o nome do procurador-geral-adjunto era o preferido da sucessora de Joana Marques Vidal para dirigir o DCIAP. Desde o início que a escolha da PGR parecia relativamente pacífica entre os membros do Conselho Superior do Ministério Público. A confirmação chegou esta quinta-feira.

Albano Manuel Morais Pinto, 63 anos, tomou posse em outubro de 2018 como procurador-geral adjunto no Supremo Tribunal de Justiça. A sua tomada de posse o último foi, de resto, o último ato oficial de Joana Marques Vidal como procuradora-geral da República.

Nasceu em Coimbra em 1955, licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e ingressou no Ministério Público em 1982. A sua área de eleição foi aquela em que acabou por especializar-se: o combate ao crime económico-financeiro – a área central da ação do DCIAP. Em setembro 2002, sucedeu a Maria José Morgado como diretor-adjunto da Polícia Judiciária, onde foi responsável pela Direção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira.

Antes de tomar posse como procurador-geral-adjunto desempenhava as funções de auditor jurídico nos ministérios da Defesa e da Administração Interna.