Rádio Observador

Bombeiros

Bombeiros de Lisboa em greve durante 15 dias

Os Sapadores Bombeiros de Lisboa estão contra a proposta de alteração à carreira de bombeiro profissional. Protestam, também, o aumento da idade mínima de reforma dos 50 para os 60 anos.

A greve tem início previsto esta segunda-feira às 20h e decorrerá até ao dia 5 de fevereiro

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Os Sapadores Bombeiros de Lisboa iniciam esta segunda-feira uma greve de 15 dias contra a proposta de alteração à carreira de bombeiro profissional, no dia em que sindicatos representativos dos bombeiros e dos sapadores municipais reúnem com o Governo.

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) e o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) reúnem-se às 14h30 desta segunda-feira com o Secretário de Estado da Proteção Civil, no âmbito de negociações para a regulamentação deste estatuto profissional.

A greve do Regimento dos Sapadores Bombeiros de Lisboa tem início previsto esta segunda-feira às 20h e decorrerá até ao dia 5 de fevereiro.

A paralisação, agendada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML), foi aprovada na segunda-feira da semana passada durante uma manifestação que reuniu cerca de 150 bombeiros em frente ao Ministério do Trabalho e Segurança Social, junto à Praça de Londres, em Lisboa, onde o trânsito esteve cortado por estes profissionais.

Já na quinta-feira, cerca de 200 bombeiros municipais e sapadores de vários concelhos do país contestaram, junto ao edifício da Presidência do Conselho de Ministros, a proposta do Governo de regulamentação do estatuto do bombeiro profissional, que pretende unificar estas carreiras, por considerarem que o que foi apresentado “significa uma desvalorização enorme na carreira”, que é “nivelada por baixo”.

Contestaram também o aumento da idade mínima de reforma dos 50 para os 60 anos.

“Não estou muito otimista, mas a esperança é a última coisa a morrer. A nossa obrigação é continuar a negociar com o Governo e a dar-lhe conta da insatisfação dos bombeiros, porque uma tentativa de mexer numa carreira que se traduz numa desvalorização brutal para os seus profissionais, se calhar, é altura de dizer que deixe estar como está”, disse José Correia, dirigente do STAL.

“Estamos apenas a exigir ao Governo que recue na sua proposta, que nos vem tirar a idade para aposentação, que nos vem tirar salário, que nos vem tirar condições de trabalho, de progredir na carreira e reduzir postos. É só isto que queremos do Governo: que recue nas suas intenções de destruir a carreira dos bombeiros profissionais”, disse António Pascoal, dirigente do STML e subchefe dos Sapadores de Lisboa.

O Governo assegurou, entretanto, numa nota, que nenhum bombeiro terá cortes no seu salário por força da regulamentação da carreira de sapador bombeiro (bombeiro profissional de um município), em negociação com os sindicatos.

O Ministério da Administração Interna refere que o Governo pretende “uniformizar a carreira de bombeiro” na administração pública, incluindo a “harmonização remuneratória, acabando com a distinção entre bombeiros municipais e bombeiros sapadores”.

Ainda de acordo com a tutela, um outro diploma, sobre a aposentação dos sapadores bombeiros, “permite acabar com os cortes nas pensões dos bombeiros profissionais”, ao prever a criação de um regime especial com o qual “a idade legal de reforma é reduzida em seis anos face à idade geral”.

A nota esclarece que, em 2019, a idade de acesso dos sapadores bombeiros à reforma, “sem qualquer corte ou penalização”, é de 60 anos e cinco meses.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Ministério da Educação

Um mau serviço à Educação

Carlos Fiolhais

Os governantes que na prática fecharam o Colégio da Imaculada Conceição, prestando um mau serviço à educação, desconhecem provavelmente os contributos dos Jesuítas para o ensino, a ciência e a cultura

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)