É a número dois do Facebook, mas vai acumulando cada vez mais atenções, graças às críticas que têm recaído sobre o criador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg. Foi Sheryl Sandberg que esteve no Fórum Económico Mundial, que acontece em Davos, na Suíça, e foi aí que a COO da empresa afirmou que é preciso “reconquistar a confiança dos utilizadores”.

A afirmação surge após um ano difícil para o Facebook, depois do escândalo da Cabridge Analytica e das questões que rodeiam a privacidade dos dados de quem utiliza a rede social, a forma como a mesma é usada para contra-informação e a influência que exerceu nos resultados de campanhas e eleições políticas.

Numa entrevista conduzida pelo jornal alemão Die Zeit e pela sociedade americana de advogados CMS (e citada pela Reuters), Sheryl Sandberg admitiu que o Facebook “não conseguiu prever todos os riscos inerentes a uma rede social que liga tantas pessoas”. A COO acrescentou que estão a ser investidos milhões de dólares para melhorar a segurança e as questões de privacidade.

Sobre a possibilidade de fazer do Facebook um serviço pago, mediante uma subscrição, Sandberg adiantou que essa não é uma hipótese. Mudar o modelo de negócio, que se baseia em receitas de publicidade, faria com que muito menos pessoas pudessem usar a rede social. “Isso seria muito prejudicial para muitas pessoas em todo o mundo”, disse.

Sheryl Sandberg é a autora de Lean In, um manifesto feminista sobre a o valor e a força das mulheres no mundo empresarial em particular e na liderança em geral (publicado originalmente em 2013 e publicado em Portugal pela editora Presença com o título Faça Acontecer). Reforçou que acredita num movimento de mulheres que continua a ganhar força e relevância a nível global. Admitiu que o seu livro e o seu trabalho têm um papel importante nesse mesmo movimento, mas quando questionada sobre uma possível corrida à Casa Branca em 2020, Sandberg disse apenas: “Não faz parte da minha agenda”.