Foi filho de quatro anos de Miguel, que encontrou o buraco gigante, quando passeava com o primo e com o seu pai perto da localidade onde este nasceu, Ácula, em Granada, Espanha. Um poço descoberto e sem qualquer sinalização no meio das colinas de Granada onde Miguel diz que correu tantas vezes quando era miúdo e onde quer que os seus filhos possam correr também, sem preocupações.

O pai das crianças não demorou a divulgar no Twitter a existência do poço: “Parece de loucos não é? Pois é real e está na minha terra. Foi descoberto por dois meninos, de 10 e 4 anos”. E depois colocou como hashtag o nome de Julen, a criança de dois anos que caiu e morreu num poço em Totalán, a cerca de 80 km do sítio onde estavam.

O caso depressa foi divulgado pelas comunicação social espanhola, mas entretanto Miguel denunciou-o às autoridades e o município rapidamente o cobriu e assinalou.

Na sua conta no twitter, o pai das duas crianças contou também que o poço estava cheio de água e foi descoberto pelas crianças que com ele passeavam, enquanto corriam pelo caminho pedonal. “Parece uma piada, mas o meu filho de 4 anos estava a correr e parou mesmo em frente ao poço e o meu sobrinho de 10 anos é que o afastou”, escreveu na rede social.

Descreveu também que o poço encontrado tinha “água e era muito profundo” e acredita que “nada aconteceu” apenas porque o sobrinho estava sensibilizado pelo recente caso de Julen, a criança de dois anos de Málaga que caiu num poço numa quinta em Totalán. O resgate do seu corpo levou 13 dias. Julen morreu com um ferimento grave na cabeça, segundo dados da autópsia revelados no passado fim-de-semana.