Orlando Figueira, o procurador do Ministério Público que foi condenado na Operação Fizz por crimes de corrupção passiva, falsificação e branqueamento de capitais foi proibido de voltar a exercer na área da Justiça nos prazo de cinco anos. Recorreu na decisão e neste espaço de espera quer voltar à magistratura.

Em janeiro de 2012, saiu do Ministério Público para trabalhar no privado e pediu uma licença sem vencimento que lhe foi concedida pelo Conselho Superior de Magistratura, mas agora o magistrado quer regressar e já escreveu à Procuradora-geral da República a fazer esse pedido, revela a Sábado.

A justificação para o regresso — quando o próprio já tinha dito que não voltaria — é justificado com a falta de meios de subsistência. Na carta enviada a Lucília Gago, requer “informação sobre a  vaga que irá ocupar nos quadros do Ministério Público a partir de 1 de fevereiro de 2019, uma vez que, nos termos previstos na alíena c do nº 1 do artigo 161 do Estatuto do Ministério Público, a partir dessa data ficará na situação de disponibilidade por ter sido extinto o seu anterior lugar na extinta Comarca de Lisboa Noroeste”.