O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, garantiu esta sexta-feira que a linha Amarela do Metropolitano de Lisboa, com início no concelho de Odivelas, não será afetada pela futura linha circular, uma vez que serão partilhadas. As garantias do governante foram dadas esta tarde depois de uma reunião de trabalho com o presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins (PS), durante a qual foi abordado o plano de expansão do Metropolitano de Lisboa.

“A ligação entre a linha Amarela nunca foi posta em causa. Primeiro por razões de engenharia. Como é que as composições do metro entravam e saiam da linha Amarela? Essa ligação tinha de estar sempre feita”, afirmou aos jornalistas João Pedro Matos Fernandes.

Um dos receios dos utentes que utilizam a linha Amarela, a partir da cidade de Odivelas, é que existisse uma interrupção da linha na estação do Campo Grande (Lisboa), o que obrigaria a um transbordo para quem quisesse continuar o trajeto até ao Rato. Essa alteração estava prevista no plano de desenvolvimento operacional da rede do Metropolitano de Lisboa, apresentado em maio de 2017 e tem motivado algumas manifestações públicas de contestação ao projeto.

“Nunca esteve em causa esta ligação porque, do ponto de vista físico, é impossível de desligar. No entanto, como surgiram algumas dúvidas, nós sentimos que era de maior importância esclarecer de que será assim mesmo”, reiterou.

Nesse sentido, o governante sublinhou que “todos os moradores irão beneficiar e muito da linha Amarela, uma vez que, com a entrada em funcionamento da linha circular, as composições irão passar em intervalos de menos de quatro minutos”.

“Durante as horas da manhã e as horas da tarde estará sempre assegurada a entrada dos comboios na linha amarela na própria linha circular. Ao longo do dia vamos ver, e também acompanhar quando a obra estiver concluída, a pertinência de continuarem a existir essas ligações diretas”, explicou.

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins, ressalvou que, apesar de “estar bastante satisfeito com as novas garantias do Governo, sempre confiou que essa seria a solução”.

“Hoje é um dia importante porque vem confirmar e reafirmar que não irá haver prejuízo. Sempre tive a melhor articulação com todas as entidades”, afirmou o autarca.

O Governo anunciou em maio de 2017 que o Metropolitano de Lisboa irá ter mais duas estações – Estrela e Santos -, estando previstas também estações nas Amoreiras e em Campo de Ourique, embora nestes dois casos sem uma data prevista de conclusão.

De acordo com o plano de desenvolvimento operacional da rede, apresentado em conferência de imprensa, em Lisboa está prevista uma ligação da estação do Rato (atual Linha Amarela) ao Cais do Sodré (Linha Verde), com duas novas estações na Estrela e em Santos.

Contudo, o atual traçado da Linha Amarela, que liga as estações de Odivelas ao Rato, irá, segundo o novo plano, sofrer alterações de percurso e passará a integrar também a estação de Telheiras (Linha Verde).

Assim, segundo o novo plano, a Linha Amarela passará a ligar Odivelas a Telheiras (com desvio no Campo Grande) e as restantes atuais estações que fazem parte desta linha (Cidade Universitária-Rato) passarão a fazer parte da Verde, que irá assumir um trajeto circular.

Há um mês, o Governo lançou o concurso para a construção das novas estações Estrela e Santos e o consequente prolongamento das linhas Amarela e Verde, num investimento de 210 milhões de euros até 2023.