No que toca a extravagância, Lady Gaga sabe-a toda. A cantora (e mais recentemente atriz) já se apresentou de formas bem mais exuberantes, mas desta vez, na sua primeira cerimónia dos Óscares, optou por uma maneira bem mais discreta de brilhar: uma joia rara. Avaliado em 30 milhões de dólares (quase 26.500.000 de euros), o diamante de cor amarela que saltou à vista no decote de Lady Gaga pertence à Tiffany e, a par de Audrey Hepburn, foi o protagonista do filme “Breakfast at Tiffany’s”, de 1961. É o maior diamante amarelo do mundo e Gaga é, segundo a marca, a terceira mulher a usá-lo.

O “Diamante Tiffany” © Twitter.com/TiffanyAndCo

A pedra é conhecida como o “Diamante Tiffany” e apesar de estar avaliada em 30 milhões, a casa classifica o seu valor como “incalculável”. Em 1961, Audrey Hepburn usou o diamante nas imagens promocionais do filme (na época, fazia parte de um outro colar), mas a sua história começa muito antes. Minerado na África do Sul, em 1877, o diamante, de cor amarela e com 287,42 quilates, foi comprado um ano depois por Charles Lewis Tiffany, por 18.000 dólares. Em bruto, a pedra seguiu para Paris onde foi lapidada de uma forma invulgar — tem 82 faces e não 58 como é mais comum. No final, o diamante ficou com os 128,54 quilates que mantém até hoje.

Ao longo do tempo, o “Diamante Tiffany” tem passado, sobretudo, por exposições. A última vez que foi usado foi precisamente ao pescoço de Audrey Hepburn. Antes dela, a joia apareceu num baile da própria Tiffany, em 1957, a ser usado por uma das convidadas, Mary Whitehouse. Depois do colar que figura nas imagens do filme, no início da década de 60 (aí, o diamante está envolvido em laços de diamantes), surge uma nova criação em 1995. A peça integrou uma exposição de retrospetiva da obra do joalheiro Jean Schlumberger, no Musée des Arts Décoratifs, em Paris. Em 2012, foi incluído no colar que o mundo viu na 91ª edição dos Óscares, juntamente com diamantes brancos que, juntos, totalizam mais de 100 quilates.

Nas redes sociais, os mais atentos não demoraram muito até reconhecer o colar de outras circunstâncias, nomeadamente do pescoço de Kate Hudson, em 2003, na comédia romântica “Como Perder Um Homem em 10 Dias”. Outros divertiram-se a imaginar um plano rebuscado para o roubo da joia, inspirados pelo filme “Ocean’s 8”.