Rádio Observador

Guiné-Bissau

Partido Madem acusa comissão eleitoral de preparar “fraude gigantesca” nas eleições da Guiné-Bissau

O coordenador do Madem reagiu após a Comissão Nacional de Eleições autorizar a criação de uma lista suplementar para as pessoas que se recensearam, mas cujos nomes não constam no caderno eleitoral.

Em comunicado enviado à imprensa, a CNE explica que as comissões regionais de eleições estão autorizadas a criar uma lista suplementar, com base no boletim de inscrição de recenseamento

MÁRIO CRUZ/LUSA

O coordenador do Movimento para a Alternância Democrática (Madem) da Guiné-Bissau, Braima Camará, acusou esta quinta-feira a Comissão Nacional de Eleições (CNE) de estar a preparar “uma fraude gigantesca” para a votação para as legislativas de 10 de março.

Braima Camará reagia perante a decisão da CNE de autorizar a criação de uma lista suplementar de votação para as pessoas que se recensearam, mas cujos nomes não constam no caderno eleitoral informatizado.

A CNE “quer forjar mais um caderno eleitoral que não foi apurada pelo Gtape. Para nós, isso representa mais um pronúncio de fraude gigantesca, mas estamos atentos”, observou Camará, em declarações aos jornalistas, na sede nacional do Madem, em Bissau.

O dirigente falou aos jornalistas depois de receber, em audiência, o embaixador dos Estados Unidos na Guiné-Bissau, mas residente em Dacar, no Senegal, Tulinanbo Musingi.

O diplomata norte-americano iniciou, na sede do Madem, contactos com os partidos concorrentes às eleições legislativas de 10 de março, para lhes pedir o respeito pelo jogo democrático, nomeadamente os resultados que vão sair da votação.

Num comunicado enviado à imprensa, depois de uma reunião da sessão plenária, a CNE explica que as comissões regionais de eleições estão autorizadas a criar uma lista suplementar, com base no boletim de inscrição de recenseamento.

O líder do Madem, formação política criada em 2018, por dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), considera a deliberação da CNE de ilegal e disse que o embaixador norte-americano também concordou com a posição que defende.

Braima Camará afirmou que o Madem está a analisar a situação e que ainda hoje irá pronunciar-se com mais detalhes sobre o que considera de “tentativa vergonhosa de violar as leis e complicar o processo” eleitoral, o que, disse, não é o desejo do seu partido, que quer um escrutínio limpo e transparente. “Ganhe quem ganhar, mas estamos confiantes de que vamos ser nós a ganhar”, frisou Camará.

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