Rádio Observador

Ministério da Saúde

Ministra da Saúde espera que nova greve dos enfermeiros não aconteça

536

A ministra da Saúde sublinhou que o Governo "tem uma vontade séria de negociar" com os enfermeiros, mas reitera que "não pode fazer aquilo que está para além das suas possibilidades".

O Sindepor anunciou na quinta-feira a realização em abril de uma "greve geral, prolongada e muito dura"

LUSA

A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou esta sexta-feira que o Governo “tem uma vontade séria de negociar” com os enfermeiros e, por isso, espera que a nova greve anunciada para abril não aconteça.

Aquilo que foi referido foi uma intenção que estava associada à circunstância de o Governo não demonstrar uma vontade séria de negociar, como o Governo tem uma vontade séria de negociar, espero que a greve não aconteça”, afirmou, durante uma deslocação a Vinhais, no distrito de Bragança.

Questionada pelos jornalistas sobre os novos protestos anunciados pelos enfermeiros, no momento em que decorrem negociações entre as estruturas representativas da classe e o Governo, a ministra reiterou que “se a condição da greve é uma vontade séria da parte do Governo, os portugueses já perceberam que o Governo tem uma vontade séria, não pode é fazer aquilo que está para além das suas possibilidades“.

O Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) anunciou na quinta-feira a realização em abril de uma “greve geral, prolongada e muito dura”, depois de uma reunião com o Governo que marca o início de um período de negociações.

O presidente do Sindepor, Carlos Ramalho, disse no final da reunião que a greve é para que “de uma vez por todas se entenda que os enfermeiros querem negociar, mas querem negociações sérias”.

Em Vinhais, Marta Temido lembrou também esta sexta-feira  que “neste processo de discussão desta carreira de enfermagem, independentemente daquilo que vem já de trabalho realizado pelo anterior titular da pasta” também ela já teve “variadíssimas reuniões com as estruturas sindicais”, com a tutela a procurar uma “aproximação às reivindicações da profissão”.

A reivindicação principal era a criação da categoria de especialista, isso está garantido, está publicado em boletim do trabalho e emprego, agora o que estamos a receber nesta fase de consulta pública são as opiniões que os vários atores nos queiram fazer chegar sobre o diploma que foi aprovado em Conselho de Ministros”, sustentou.

O processo de auscultação pública terminará em 28 de março e no final o Governo analisará os contributos que lhe fizerem chegar e, segundo a ministra, tentará “obviamente, se houver espaço para isso, acolhê-los”.

A ministra referiu ainda que estão em curso também, e continuarão a ser mantidas, “outras negociações sobre outros temas que não estritamente a carreira”, nomeadamente, a avaliação do desempenho, a questão da organização do tempo de trabalho”.

Sobre a manifestação dos enfermeiros desta sexta-feira, a governante disse não ter “nenhum comentário a essa forma de expressão”.

“Naturalmente que respeitamos todas as formas de protesto quando elas respeitam os cânones que estão estabelecidos para aquilo que é a expressão enquadrada de manifestações e, portanto, nada a referir quanto isso”, declarou.

A ministra sublinhou que o que mais gostaria de assinalar hoje é que é o Dia Internacional da Mulher, além da circunstância de estar em Vinhais a inaugurar uma Unidade de Cuidados Continuados.

Para Marta Temido, estes equipamentos mostram que o país “está a avançar” e contrariam “as vozes que dizem que não se passa nada, que não se faz nada, que estamos pior”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)