O governo do Reino Unido retirou a cidadania britânica a duas mulheres que fugiram do país para a Síria para se casarem com jihadistas do Estado Islâmico, escreve o jornal The Sunday Times. As duas mulheres em questão — as irmãs Reema e Zara Iqbal, de 30 e 28 anos de idade — chegaram à Síria em 2013 e 2014 para casar com jihadistas portugueses.

A referência aos nomes das duas irmãs aparece numa reportagem publicada no ano passado pela revista Sábado, que este domingo o jornal Expresso recuperou.

Reema e Zara Iqbal encontram-se num centro de detenção na Síria, onde estão vários elementos do Estado Islâmico e familiares, que foram capturados pela coligação internacional no ano passado. As mulheres estão com cinco crianças, que serão seus filhos.

Este não é o primeiro caso do género. No mês passado, uma outra jovem britânica, Shamina Begum, que em 2015 havia fugido para a Síria para casar com um jihadista, deu à luz um filho do terrorista e pediu ao Reino Unido que a aceitasse de volta. O país recusou, retirando-lhe a nacionalidade. O bebé recém-nascido acabou por morrer no centro de detenção.

Zara Iqbal era casada com Sadjo Turé, um jihadista que nasceu na Guiné-Bissau e cresceu na linha de Sintra. Sadjo Turé radicalizou-se e morreu na Síria em 2015, quando combatia nas fileiras do Estado Islâmico.

A irmã, Reema Iqbal, era casada com Celso Rodrigues da Costa, outro português que se radicalizou e se juntou ao Estado Islâmico, e que também viria a morrer em combate na Síria.