Rádio Observador

Museus

Exposição de Graça Morais sobre a natureza humana é inaugurada esta quinta-feira no Museu do Chiado

"Graça Morais. Metamorfoses da Humanidade" reúne 80 obras da artista e vai estar aberta ao público a partir de sexta-feira no Museu Nacional de Arte Contemporânea, no Chiado.

Também esta quinta-feira, a artista será distinguida com a Medalha de Mérito Cultural, que será entregue pela ministra da Cultura na inauguração da exposição

11016

Autor
  • Agência Lusa

Uma exposição com mais de 80 obras da artista Graça Morais, que refletem sobre as múltiplas faces da natureza humana, vai ser inaugurada esta quinta-feira, às 19h00, no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa.

“Graça Morais. Metamorfoses da Humanidade” dá título a esta mostra que abre ao público na sexta-feira, no Museu do Chiado, depois de ter estado patente, em 2018, no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.

Também esta quinta-feira, a artista será distinguida com a Medalha de Mérito Cultural, que será entregue pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, na inauguração da mostra.

Em Lisboa, apresenta, além desses trabalhos mostrados em Bragança, outros recentes, e a mostra irá seguidamente para o Porto, no Museu Nacional Soares dos Reis, de 25 de julho a 29 de setembro, de acordo com o sítio ‘online’ do museu.

No Museu do Chiado, a exposição tem curadoria de Jorge da Costa e Emília Ferreira, e reúne um conjunto de mais de oito dezenas de desenhos e pintura sobre papel.

Também esta sexta-feira, o museu inaugura a exposição coletiva “A incontornável tangibilidade do livro ou, o ANTI-LIVRO”, com curadoria de Luís Alegre e Adelaide Ginga.

No âmbito de um projecto exploratório, esta exposição consiste na formulação de uma experiência visual, mas também táctil do livro como objeto, e nela há obras selecionadas que contrinuem para uma análise dos designados “Anti-livros”.

Sobre a exposição de Graça Morais, os curadores apontam que as obras da artista refletem sobre “as múltiplas faces da natureza humana, com as suas fragilidades e as suas aterrorizadoras atitudes predatórias”.

Os desenhos recentes de Graça Morais, realizados em 2018, “oferecem-nos, como num espelho quebrado, os múltiplos reflexos dos nossos muitos medos quotidianos: a guerra, a exclusão, a perda absoluta, a fome, a morte“.

A empatia pelas vítimas, a capacidade de dar voz a quem a não tem, sente-se e ouve-se nestes trabalhos que mostram, como com uma lupa, as grandes tensões do nosso tempo, condensadas em imagens perturbadoras e tocantes”, acrescentam, sobre as obras da pintora.

Nascida na aldeia de Vieiro, no concelho transmontano de Vila Flor, em 1948, Graça Morais viveu em Moçambique no final dos anos 1950 e estudou Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto.

Entre os seus primeiros professores contam-se os artistas Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Tito Reboredo, e, nos anos 1960 e 1970, foi influenciada pelos pintores Marc Chagall e Van Gogh.

Em 1975, com oito artistas e um crítico de Arte – Albuquerque Mendes, Armando Azevedo, Carlos Carreiro, Dario Alves, Fernando Pinto Coelho, Gerardo Burmester, Jaime Silva, João Dixo e Pedro Rocha – Graça Morais fundou o Grupo Puzzle.

Entre 1976 e 1978, viveu em Paris como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e estudou sobretudo a obra de Picasso, Matisse e Cézanne. Nesse último ano de permanência na capital francesa, expôs no Centro Cultural Português da cidade.

Regressada a Portugal, viveu em Lisboa, onde trabalhou sobretudo as formas e os materiais do nordeste transmontano, as suas raízes, desenvolvendo uma intensa reflexão sobre esse tema na sua obra.

Atualmente vive entre Lisboa e Vieiro, e tem sido homenageada com mostras antológicas em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Guimarães, em 1993, em Lisboa e Porto, em 1997, e em Aveiro, em 2003.

Em 2008 foi inaugurado o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, num projeto de reabilitação de um solar setecentista da autoria de Eduardo Souto de Moura.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
História

O azar do museu Salazar /premium

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

A ignorância e o fanatismo, que estão na origem dos totalitarismos, combatem-se com a verdade e o conhecimento. A ditadura não se vence com a ignorância, mas com a ciência.

Crónica

Museológica da batata /premium

Tiago Dores

Somos um povo com inclinação para a filosofia, com dotes de abstracção tão bons, tão bons, que acabamos por ser mais fortes a discorrer sobre museus imaginários do que a visitar museus reais.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)