Rádio Observador

Nações Unidas

ONU. Angelina Jolie defende papel das mulheres na mediação de conflitos

121

A atriz, enviada especial do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, diz que os conflitos não vão acabar enquanto o mundo continuar a excluir as mulheres da mediação dos processos de decisão.

A atriz falava diante de ministros e de outros representantes de todo o mundo que participavam em Nova Iorque numa conferência sobre as operações de manutenção de paz da ONU

PETER FOLEY/EPA

A atriz norte-americana Angelina Jolie defendeu esta sexta-feira nas Nações Unidas (ONU) que o mundo não conseguirá acabar com os conflitos enquanto continuar a excluir as mulheres da mediação de conflitos e dos processos de decisão. “Enquanto continuarmos a colocar qualquer outro assunto à frente dos direitos e da participação das mulheres, iremos continuar presos num ciclo de violência e de conflito”, declarou Angelina Jolie, enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) desde 2012.

A atriz falava diante de ministros e de outros representantes de todo o mundo que participavam em Nova Iorque numa conferência sobre as operações de manutenção de paz da ONU, evento que contou com a presença do ministro da Defesa português, João Gomes Cravinho. Na intervenção, Angelina Jolie destacou que em vários pontos do mundo há inúmeros exemplos de mulheres que estão a assumir a liderança e a ser um exemplo, lembrando, no entanto, que muitas mulheres também são vítimas da guerra e de abusos.

“As mulheres estão absolutamente no epicentro dos conflitos modernos, no pior sentido possível”, lamentou a ativista, insistindo que, na maioria dos casos, elas continuam a ser mantidas longe dos processos de decisão.“Se seguíssemos o princípio de que as pessoas afetadas por um problema deviam ser responsáveis por determinar a solução, então a maioria dos negociadores de paz, dos ministros dos Negócios Estrangeiros e dos diplomatas seriam mulheres”, prosseguiu.

A enviada especial do ACNUR focou o caso específico das atuais negociações de paz com os talibãs no Afeganistão, onde “milhares de mulheres arriscaram as próprias vidas” em defesa dos seus direitos e dos respetivos filhos e que agora não são consideradas no processo. A atriz também pediu uma maior participação de elementos do sexo feminino nas missões de paz da ONU e uma maior atenção para os problemas das mulheres nos conflitos.

“Temer os abusos de um capacete azul [designação como são conhecidos os elementos das missões de paz da ONU] não é proteção. Viver com medo que a nossa filha possa ser violada por combatentes não é segurança”, apontou a atriz norte-americana, que concluiu: “Negar a representação de metade da população em negociações de paz ou governos não é o caminho para a estabilidade a longo prazo”.

Nos últimos anos, denúncias de violações de menores e de outros abusos de cariz sexual presumivelmente cometidos por capacetes azuis, nomeadamente os destacados na República Centro-Africana e na República Democrática do Congo, colocaram as Nações Unidas no centro das atenções pelos piores motivos.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Combustível

Os motoristas e o mercado

Jose Pedro Anacoreta Correira

Quando o Governo não consegue instrumentalizar politicamente os sindicatos, passa ao ataque. A luta e defesa dos trabalhadores é só para trabalhadores do Estado e filiados na CGTP.

PSD

Rui Rio precisa do eleitorado de direita /premium

João Marques de Almeida

O eleitorado de direita deve obrigar Rui Rio a comprometer-se que não ajudará o futuro governo socialista a avançar com a regionalização e a enfraquecer o Ministério Público. No mínimo, isto.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)