A economia de Itália deverá registar este ano um crescimento nulo, disse este domingo o ministro da Economia italiano, ficando bem distante do crescimento de 1% inicialmente previsto pelo Governo de coligação que lidera o país desde 2018.

“Estamos a registar uma desaceleração geral do crescimento da economia em toda a Europa e, em Itália, em 2019, caminhamos em direção a um crescimento de 0%”, referiu Giovanni Tria, acrescentando, contudo, que não está previsto nenhum orçamento retificativo que falava em Florença, num colóquio sobre economia.

Nas previsões económicas de Inverno, a Comissão Europeia reviu em baixa o comportamento do PIB de Itália, apontando para um crescimento de 0,2%. Itália é, de resto, o único país da União Europeia que Bruxelas coloca a crescer em valores inferior a 1%.

O Banco central italiano e o Fundo Monetário Internacional são menos pessimistas e esperam que o PIB italiano registe uma expansão de 0,6%.

Giovanni Tria sustenta o seu pessimismo no facto de a economia alemão estar “paralisada” e, em consequência, “a parte mais produtiva de Itália, encontra-se também num impasse”. “Itália tem crescido um ponto percentual abaixo dos restantes países europeus e estamos a caminhar em direção a um crescimento nulo”, referiu o ministro da Economia.

Porém, o governante referiu que “ninguém está a pedir [ao Governo] que faça um orçamento retificativo e, por isso, excluo isso”.

O Governo italiano resulta da coligação formada pelo Movimento 5 Estrelas e pelo Partido da Liga e previa que a economia italiana registasse este ano um crescimento de 1%. Entre as medidas orçamentais que incluiu no Orçamento está a chamada “renda de cidadania”, uma medida defendida pelo Movimento 5 Estrelas, que entra em vigor ainda neste primeiro semestre.

Através da “renda de cidadania” cerca de 1,4 milhões de italianos poderão aceder a uma ajuda que pode chegar aos mil euros por mês, durante um período máximo de 18 meses.

O PIB italiano registou uma expansão de 0,9% em 2018, tendo entrado em recessão técnica no segundo semestre do ano, refletindo o impacto negativo do abrandamento da economia europeia e das tensões comerciais, nomeadamente entre os Estados Unidos e a China.