Estima-se que a intervenção se prolongue por uma década e que o orçamento das obras ascenda aos 369 milhões de libras (qualquer coisa como 427,056 milhões de euros). Contas e planos feitos, será o maior processo de renovação que o Palácio de Buckingham conhecerá depois da II Guerra Mundial.

Aberto desde 1703, este monumento e quartel general administrativo da coroa britânica, em plena zona de Westminster, conta com o envolvimento neste processo de uma equipa de peritos da Historic England (um departamento especializado em património, associado ao ministério da Cultura) preparados para se depararem com inúmeros achados de interesse arqueológico durante todas movimentações. A curiosidade não é para menos, a avaliar por uma fonte do palácio, citada pelo Daily Mail, que garante que o palácio “está cheio de segredos escondidos e estes trabalhos de recuperação poderão ajudar a contar a história do palácio, revelando como ele era”, e que a própria rainha estará ansiosa por eventuais descobertas.

O grosso da intervenção incidirá nas alas leste e oeste do edifício, desenhado pelo eminente arquiteto John Nash. Serão substituídos 160 quilómetros de cabos de eletricidade com 60 anos, 32 quilómetros de condutas e ainda as caldeiras, com 33 anos de idade. As manobras são uma das desculpas usadas para que o presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou a sua visita ao Reino Unido, em junho, não fique instalado no palácio, onde já pernoitaram o casal Obama e o casal Reagan.

Antecipando-se a estes trabalhos, já em janeiro a administração de Buckingham ordenou uma criteriosa inventariação do ponto de vista do interesse arqueológico, dado o reconhecido valor histórico do espaço, cuja relevância internacional remonta a 1820.