Vaidades

Ken Griffin, o milionário americano que deu 108 milhões de euros por uma casa ao lado de Buckingham

É um dos negócios da semana e a propriedade mais cara vendida no Reino Unido desde 2011. Ken Griffin, investidor americano de 50 anos, pode praticamente acenar à rainha Isabel II.

Natural da Florida, Griffin frequentou Harvard e vive habitualmente em Chicago.

Larry Busacca

É natural que o mercado imobiliário venha à baila esta semana. Pelo menos num Reino Unido às voltas com o furacão Brexit, onde acaba de ser vendida a propriedade mais cara desde o ano de 2011. Tudo se deve ao norte-americano Ken Griffin, investidor de 50 anos e filantropo, que terá pago 95 milhões de libras (qualquer coisa como 108 milhões de euros) por uma casa com vista para o St James Park, com o famoso palácio de Buckingham a espreitar ao virar da esquina.

Contas feitas, Griffin, responsável desde 1990 pelo fundo de investimento Citadel, natural da Flórida e com residência habitual em Chicago, até usufruiu de um ligeiro desconto na compra do apartamento no 3 Carlton Gardens, mais um com o dedo de Mike Spink, célebre pela sua carteira de imóveis de topo — inicialmente fixava-se nos 125 milhões de libras.

Uma imagem do interior da mansão, desenvolvida por MikeSpink ©Spink

Ken, que tem uma fortuna avaliada em 9.9 mil milhões de dólares, irá beneficiar de 20 mil metros quadrados, piscina, jardim privativo e uma série de outras mordomias, que incluem uma vista privilegiada para uma série de acontecimentos reais — parece que para avistar casamentos é o cenário perfeito — e outros momentos da agenda oficial da soberana.

O edifício foi desenhado por John Nash, designer cujos préstimos já foram requisitados por Buckingham, e está longe de ser uma extravagância isolada do magnata. Na verdade, Griffin sabe o que é doar milhões aos Republicanos, ver voar 200 milhões de dólares por uma casa em Palm Beach, mesmo em frente ao mar, dar outros tantos milhões por três andares debruçados sobre o Central Park, em Nova Iorque, e 500 milhões por uma obra de Pollock e outra de Willem de Kooning, que se encontravam nas mãos de outro magnata, David Geffen.

Uma imagem do exterior do número 3 Carlton Gardens © DR

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