Rádio Observador

Serviço Nacional de Saúde

Convenção Nacional da Saúde quer acompanhar evolução do SNS na próxima década

238

A Convenção Nacional da Saúde tem como "grande ambição" acompanhar durante a próxima década a evolução do sistema de saúde e dar contributos.

CARLOS BARROSO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Convenção Nacional da Saúde tem como “grande ambição” acompanhar durante a próxima década a evolução do sistema de saúde, medindo anualmente “o que melhorou em Portugal e o que ficou por melhorar” e dando contributos.

“A nossa grande ambição, e por isso criámos o ‘slogan’ ‘Uma agenda para a década’, é durante os próximos 10 anos acompanharmos o processo de desenvolvimento do sistema de saúde português”, disse à agência Lusa Eurico Castro Alves, presidente da comissão organizadora da Convenção Nacional da Saúde, que decorre terça-feira em Lisboa.

Para isso, está a ser estudado um sistema com “dezenas ou centenas de indicadores” que permita medir esta evolução.

“Eu tenho a ambição de poder produzir um relatório anual em que podemos acompanhar e medir a evolução do sistema de saúde e com isso dar um contributo que é ajudar a identificar o que precisa urgentemente de ser mais melhorado”, mas também “as melhorias” que favoreceram os cidadãos nos serviços de saúde”, salientou.

O objetivo é “poder acompanhar o sistema que acreditamos que, na próxima década, será seguramente melhor, mais eficaz, mais seguro e com muito maior acesso aos cidadãos”, disse Eurico Castro Alves.

A Convenção Nacional da Saúde nasceu em abril de 2018 assumindo-se, desde logo, como uma plataforma permanente de diálogo entre os parceiros da saúde e os cidadãos, reunindo mais de 150 entidades do setor público, privado e social que atuam na área da saúde.

Eurico Castro Alves sublinhou que a convenção tem uma componente “inédita e histórica” ao conseguir juntar todas as instituições do setor na “procura de consensos” para melhorar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Cada grupo tem os seus interesses muito específicos, sendo muitas as diferenças e os interesses, mas há “muitos pontos” em que estão de acordo e é isso que a convenção pretende salientar com o objetivo de contribuir para a resolução de problemas no SNS.

“Nós sabemos que há um problema de subfinanciamento no SNS, que há um problema de reestruturação e de reorganização que têm de ser resolvidos rapidamente e, portanto, queremos encontrar pontos de consenso que levem a que todos estejam de acordo nas grandes mudanças que têm de ser feitas para o futuro do Serviço Nacional de Saúde e para o sistema de saúde português, desde logo apostando num princípio muito importante, o da complementaridade”, defendeu.

Eurico Castro Alves sublinhou que “o setor público é essencial, imprescindível à prestação dos cuidados de saúde dos portugueses”, mas defendeu que “o setor privado e o setor social têm, cada vez mais, um papel igualmente importantíssimo”.

No seu entender, esta complementaridade permite que “o serviço possa ser muito melhor em termos de acesso e qualidade aos portugueses”.

No fundo, o que a convenção procura é encontrar “pontos de acordo” que permitam aos decisores políticos tomar medidas e encontrar as soluções necessárias para manter e melhorar o serviço de saúde, que “está entre os melhores do mundo”, mas que ainda tem muito para melhorar e muitos problemas para resolver.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)