Quem gosta de desportivos não resiste, por vezes, a acelerar um pouco mais do que o bom senso, ou a experiência ao volante, deveriam aconselhar. Este parece ter sido o caso de um condutor no Brasil que, ao sair de um stand de desportivos em segunda mão, decidiu fazer um brilharete e acelerou a fundo. A experiência não foi um sucesso.

O veículo em causa é um Cayman da terceira geração, fabricado entre 2012 e 2016, numa altura em que a marca usava exclusivamente motores de seis cilindros neste seu desportivo, em vez dos quatro cilindros a que agora recorre. Com apenas tracção traseira, mas equipado com um eficaz sistema de controlo de tracção, para evitar abusos e sustos, tudo indica que o condutor optou por abdicar das ajudas electrónicas ainda antes de sair do stand.

Como ia em busca de emoções fortes, o condutor começou por esmagar o pedal do acelerador, levando o Cayman a atravessar-se generosamente. E se esquecermos por um momento que estava numa rua aberta ao público e que invadiu a faixa contrária, numa atitude tão irreflectida quanto perigosa, as habilidades poderiam (e deveriam) ter acabado por ali. Mas não. Quem ia ao volante fez depois questão de mostrar que era um “jeitoso” da condução, permitindo ao Cayman andar literalmente aos papéis, atravessando-se de um lado para o outro. Só não bateu logo ali porque, como se diz por aquelas bandas, “Deus é grande e brasileiro”.

Mas, uns metros mais à frente, um poste (que não estava a atravessar a estrada e se julgava em segurança) acabou com a exibição. O condutor “enfiou-o” no meio do capot do Porsche, dobrando a frente toda. Em toda esta (triste) história, há duas boas notícias e uma má. As boas é que não só quem ia ao volante conseguiu a proeza – muito apreciada pelos habitantes da cidade – de não atropelar ninguém, como deixou evidente que tão depressa não iria voltar a colocar ninguém em perigo, pelo menos com aquele Cayman. A má notícia é que no stand estava um outro desportivo, um Lamborghini com o dobro da potência…