O fundador e presidente da Web Summit, Paddy Cosgrave, esteve reunido esta semana com o ministro da Ciência e Tecnologia do Japão, Takuya Hirai, à margem da reunião do G20, em Tóquio. Falaram sobre como se cria um ecossistema de startups como o japonês, as políticas públicas para o desenvolvimento da tecnologia no país e porque é que a maior conferência de empreendedorismo e tecnologia escolheu Lisboa para os próximos 10 anos.

“Foi muito interessante ouvir do ministro Harai como é que o Japão está a investir e a focar-se no setor tecnológico bem como [saber] qual é o seu plano de inovação para o país. Gostei muito de conversar sobre os unicórnios  [empresas avaliadas em mais de mil milhões de dólares] japoneses e portugueses, explicar-lhe qual é a nossa visão e experiência em Portugal, testemunhando o sucesso crescente de Portugal como um hub tecnológico”, afirmou Paddy Cosgrave, em comunicado.

Segundo o comunicado divulgado pela conferência que se vai realizar em Portugal até 2028, o ministro japonês estava “muito curioso para saber mais sobre o vibrante ecossistema de startups português.  O fundador da Web Summit acabou por falar das iniciativas portuguesas que têm estado a trabalhar de forma muito próxima com a Web Summit, como a Startup Portugal e a Startup Lisboa, bem como de empresas como a Farfetch, Unbabel, Codacy ou Uniplaces.

Outro dos temas em destaque foi a relação histórica entre os dois países e o encontro recente entre o comissário europeu com a pasta da inovação, o português Carlos Moedas, e o ministro. Takuya Hirai terá mostrado interesse em visitar o país e Paddy respondeu que “tinha a certeza que o primeiro-ministro António Costa e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, gostariam de receber a sua visita”.

Na edição de 2018, passaram pelo Parque das Nações, onde se realiza a Web Summit, 69.304 pessoas, oriundas de 159 países. Estiveram também presentes mais de 1.800 startups e as conferências contaram com cerca de 1.200 oradores. As dúvidas sobre se a conferência continuará a ser realizada na FIL já foram levantadas e há, inclusive, alternativas a serem estudadas.

Para convencer Paddy a ficar em Lisboa até 2028, o Governo português comprometeu-se com um investimento público de 11 milhões de euros por ano (110 milhões no total): 8 milhões serão assegurados pelo Turismo de Portugal e pelo IAPMEI. Os restantes 3 milhões serão provenientes do Fundo de Desenvolvimento Turístico de Lisboa, alimentado pelas receitas geradas com a taxa turística.