Rádio Observador

Angola

Gestor angolano quer elevar taxa de conectividade à internet para níveis europeus

A ideia, segundo Paulo Araújo, é levar Angola para os mesmos patamares da Europa, onde a taxa de conectividade ronda os 80% do uso, contra a de 27% em Angola.

"Atualmente, o uso das redes de Internet não constitui um luxo, mas sim uma forma de atingir o crescimento económico", precisou Paulo Araújo

Autor
  • Agência Lusa

Angola pode aumentar em breve a taxa de conectividade gratuita à internet através do projeto da Wiconnect, empresa criada por um engenheiro angolano, elevando-a para os níveis existentes na Europa, disse esta quinta-feira um gestor angolano.

Citado esta quinta-feira pelo Jornal de Angola, o gestor da Wiconnet, Paulo Araújo, lembrou que os estudos feitos pela McKinsey & Company concluíram que a Internet contribui, fora de África, em cerca de 20% para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), o que contrasta com o 1% no continente africano.

A ideia, segundo Paulo Araújo, é levar Angola para os mesmos patamares da Europa, onde a taxa de conectividade ronda os 80% do uso, contra a de 27% em Angola.

Paulo Araújo explicou que as soluções da Wiconnect permitem aos bancos, seguradoras e empresas de retalho obterem, em tempo real, o nível de satisfação dos clientes.

O gestor admitiu que a plataforma também transmite, ao mesmo tempo, informação de extrema importância, “a julgar pela competitividade do mercado angolano e das exigências dos clientes”.

O projeto de expansão da Wiconnect, disse, permite a montagem de infraestruturas com menos equipamentos e com montagem rápida, em que os custos dos serviços são suportados através de publicidade de empresas interessadas, em cada ponto, disponibilizando o acesso rápido à informação e reações céleres no desenvolvimento de soluções inovadoras.

“Atualmente, o uso das redes de internet não constitui um luxo, mas sim uma forma de atingir o crescimento económico e a diversificação da economia. O acesso à Internet em Angola, tal como em outros países de África, é muito baixo e ronda em apenas 27% da população”, precisou.

O responsável disse que, embora existam no país várias operadoras de telecomunicações que fornecem serviços de Internet, o estudo feito recentemente indica que o custo médio de um gigabyte está avaliado em 7,95 dólares (7,04 euros).

O gestor da Wiconnet considera um valor “alto” e realçou que, por exemplo, no Ruanda, um país de referência no desenvolvimento em África, o custo ronda 0,56 dólares (0,49 euros) por gigabyte.

Em função disso, sublinhou que algumas empresas optam por investir em pontos de Internet com acesso livre por todo o país, por ser mais valioso.

Por isso, acredita que, de forma massificada, os pontos de acesso à internet gratuita, através do Wi-Fi, podem acelerar a economia angolana e aumentar a contribuição do PIB digital.

Paulo Araújo é especialista em Matemática e Gestão e foi um dos vencedores do concurso para escolas internacionais, realizado na República da Namíbia.

A Wiconnet foi fundada em 2015 e é vencedora do prémio Seedstars 2016. No mesmo ano, a empresa montou pontos de acesso para internet grátis nas faculdades Óscar Ribas, Metropolitana, de Engenharia, da Universidade Agostinho Neto, Cidade Universitária, INSUTEC e Gregório Semedo, todas em Luanda.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)