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Greve

CTT dizem que adesão à greve é de 12,1%, sindicato aponta para 65%

A empresa diz que a greve "não está a ter um impacto expressivo na atividade". Por outro lado, o sindicato confirmou que até Às 12h00 desta sexta-feira contava com a adesão de 2.271 trabalhadores.

O sindicato espera com esta greve conseguir que o Governo "considere renacionalizar os CTT"

Inacio Rosa/LUSA

A adesão à greve de 24 horas desta sexta-feira nos CTT era de 12,1% até às 12h00, segundo a empresa, enquanto o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações (SNTCT) aponta para 65%.

“A taxa de adesão à greve nos CTT, tendo por base o registo no sistema de processamento de vencimentos dos trabalhadores que aderiram à greve e até às 12h00 de hoje, é de 12,1%”, disse à agência Lusa o diretor de Marca e Comunicação da empresa, Miguel Salema Garção, enquanto o secretário-geral do SNTCT, Victor Narciso, aponta para 65%.

Miguel Salema Garção referiu também que “os CTT reconhecem o direito à greve e, independentemente da percentagem de adesão à mesma e dos impactos que possa causar, a empresa tem vários planos de contingência para os minimizar”, e afirmou que a greve “não está a ter um impacto expressivo na atividade da empresa”.

Em comunicado, os CTT consideram que a adesão à greve representa “um dos valores mais baixos” desde a privatização da empresa e mostra “um valor muito abaixo” quando comparada com a última greve geral, efetuada em fevereiro de 2018.

O dirigente sindical disse também à Lusa que, até às 12h00 de hoje, 2.271 trabalhadores tinham aderido à greve geral nas estações de correio e centros de distribuição.

Com a greve nos CTT — Correios de Portugal, o SNTCT espera, entre outras reivindicações, “conseguir chamar a atenção da administração [da empresa] para a falta de pessoal”, disse Victor Narciso à Lusa, apontando a escassez de mão-de-obra como um dos principais motivos para a paralisação.

Os CTT, com “esta baixa adesão, preveem que a maioria da população não sinta os feitos da greve”, lê-se no comunicado, no qual a empresa refere que “tudo fará para minimizar eventuais impactos por forma a satisfazer os seus clientes”.

O sindicato, por sua vez, espera com esta greve conseguir que o Governo “considere renacionalizar os CTT”, que em 5 de setembro de 2014 passaram a ser uma empresa 100% privada, “de modo a salvaguardar a qualidade dos serviços” e as condições dos trabalhadores.

Reportando-se a esta questão, o diretor de Marca e Comunicação dos CTT disse à Lusa que a empresa “não comenta opiniões que têm cariz ideológico”.

Disse também que os CTT “têm cumprido com os indicadores globais de qualidade impostos pelo regulador e que têm processos de melhoria contínua”.

Miguel Salema Garção referiu ainda à Lusa que os CTT anunciaram recentemente, no âmbito da sua estratégia de modernização, um investimento de 40 milhões de euros na rede postal e logística com a aquisição de máquinas de separação de correio com tecnologia avançada.

“Trata-se do maior investimento feito nas últimas duas décadas e que será realizado nos próximos dois anos”, salientou o responsável.

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