Rádio Observador

Crise dos Refugiados

Malta recusa receber migrantes de um navio que continua a rumar para o país

316

As autoridades maltesas proibiram a entrada do navio humanitário Alan Kurdi, com 65 migrantes a bordo, que continua a dirigir-se para Malta, após ter sido recusado pelas autoridades italianas.

O navio Alan Kurdi é da ONG alemã Sea-Eye

FABIAN HEINZ / SEA-EYE HANDOUT/EPA

Autor
  • Agência Lusa

As autoridades maltesas proibiram este domingo a entrada nas suas águas territoriais do navio humanitário Alan Kurdi, com 65 migrantes a bordo, que continua a dirigir-se para Malta, após ter sido recusado pelas autoridades italianas.

Apesar do aviso, lançado por um porta-voz das Forças Armadas de Malta, o Alan Kurdi continua a deslocar-se rumo ao país insular no meio do Mediterrâneo.

“Nós não podemos esperar até nos encontrarmos em estado de emergência. Devemos agora ver se os governos europeus apoiam a posição de Itália. As vidas humanas não são moedas de troca”, comentou a Organização Não-Governamental (ONG) alemã Sea Eye, dona do navio, no Twitter.

Já esta tarde, na mesma rede social, a ONG anunciou que “enquanto o [navio] Alan Kurdi tem de esperar fora do porto fechado de Malta, três pessoas estão a receber cuidados médicos agudos”. A Sea Eye explicou que os três colapsaram com o calor e precisam “urgentemente de assistência médica e de um porto seguro para todos os resgatados a bordo, para evitar o pior”.

Ao mesmo tempo, as forças armadas maltesas anunciaram ter socorrido hoje um grupo de 50 migrantes que se encontrava a bordo de uma embarcação a naufragar na sua zona oficial de socorro no mar.

Os homens foram recolhidos por um navio de patrulha e devem chegar a Malta na noite deste domingo.

As autoridades italianas confiscaram hoje, no porto de Lampedusa, uma outra embarcação de salvamento, depois de permitirem a retirada para terra dos 41 migrantes que transportava sem permissão do Governo italiano, resgatados na quinta-feira em águas internacionais do Mediterrâneo.

O pequeno veleiro Alex, da organização italiana Mediterranea, ignorou a política de portos fechados à imigração do ministro do Interior italiano Matteo Salvini, alegando que a bordo se vivia uma situação insustentável, sem condições para tantas pessoas a bordo (o veleiro tem capacidade para apenas 18 passageiros).

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)