Olhando para as contratações do Sporting até ao momento, Vietto é talvez o nome mais sonante que chegou a Alvalade até agora. E se dúvidas existissem, basta ver o montante investido pelos leões no avançado do Atl. Madrid: 7,5 milhões de euros por 50% do passe. Os números não compram estatutos nem oferecem titularidades mas o argentino é visto desde que assinou pela f0rmação verde e branca como uma das apostas mais fortes para a nova temporada, na esperança de poder recuperar a melhor versão de um jogador que esteve às portas da seleção argentina mas que tem já somou aos 25 anos algumas experiências falhadas.

Quando apareceu o melhor Vietto na Europa? No Villarreal e mais tarde no Sevilha. Quando se viu o pior Vietto nas derradeiras temporadas? No Valencia e logo a seguir no Fulham. Diferenças entre ambos? Jogar de forma assumida nas costas da principal referência ofensiva ou andar como falso ala esquerdo mais encostado ao corredor. Esta noite, na Bélgica frente ao Club Brugge, Marcel Keizer deu um primeiro sinal mais claro do que pretende do argentino, chegando mesmo a trocar em algumas ocasiões de posição com Bruno Fernandes para andar a pisar terrenos mais próximos de Bas Dost. Em 45 minutos, Vietto teve um remate com algum perigo numa insistência após canto (27′), alguns movimentos sem bola e muitos passes falhados na tentativa de combinar com o holandês. Depois, entrou Jovane Cabral e o Sporting melhorou nas transições. Ainda assim, não o suficiente para conseguir a primeira vitória da pré-temporada, somando novo empate com o Club Brugge (2-2), perdendo no desempate por grandes penalidades por 4-3 com Miguel Luís (por cima), Eduardo (defendido) e Daniel Bragança (poste) a falharem.

Com Abdu Conté como titular na lateral esquerda da defesa (num último teste antes de Keizer começar a cortar no número de jogadores no plantel), Tiago Ilori na defesa e Doumbia de regresso à posição ‘6’ ocupada por Eduardo no encontro com o St. Gallen, o Sporting teve uma primeira parte abaixo do que tinha feito nos dois primeiros encontros particulares, em que saiu ao intervalo em vantagem no marcador. Por um lado, e no plano defensivo, a equipa foi cometendo erros atrás de erros na forma como se posicionava dando as costas à formação belga para explorar a profundidade; por outro, e na vertente ofensiva, a equipa leonina não conseguiu criar uma única oportunidade de perigo a não ser no lance que ditaria o resultado aos 45 minutos.

Sem que tivesse havido grandes chances até aí, o Club Brugge inaugurou o marcador pouco depois do primeiro quarto de hora num lance que acabou por ser o espelho das dificuldades sentidas pelos visitantes na sua defesa: Dennis ultrapassou Conté que parecia ter o lance controlado, Neto ainda conseguiu cortar na área mas uma insistência na segunda bola acabou por encontrar Okereke isolado para o 1-0 (16′). Bruno Fernandes, num livre direto, ainda obrigou Horvath a uma defesa mais apertada para canto (26′), Raphinha teve mais uma tentativa ao lado (29′) mas seriam os belgas a ficar perto do 2-0 com Dennis a acertar no poste isolado (41′). No último minuto, e de grande penalidade, Bruno Fernandes acabou por fazer o empate (45′).

Para o segundo tempo, Keizer alterou apenas Vietto e Dost por Jovane Cabral e Luiz Phellype mas as trocas tiveram um efeito quase imediato: primeiro foi o avançado brasileiro a atirar às malhas laterais na área descaído na esquerda (47′), depois foi o extremo a fazer a diagonal da esquerda para o meio, a tirar um adversário do caminho e a rematar colocado para o 2-1 a favor do Sporting (53′). Os leões estavam na frente mas o Club Brugge ainda foi a tempo de empatar também de grande penalidade por Vanaken (62′) antes de Okereke ficar perto de dar vantagem aos belgas no mesmo lance por três vezes, que terminaria com o corte de Luís Neto em cima da linha de golo para canto depois do desvio de calcanhar (64′). Bruno Fernandes, num remate à entrada da área que passou a rasar o poste, teve a última oportunidade dos leões mas o tiro passou ao lado (67′).