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Espanha

Espanha. PSOE e Podemos ainda não garantiram coligação em dia de tomada de posse

Os dois partidos deixaram o tempo passar e tentaram chegar a acordo em contrarrelógio antes do debate de tomada de posse. O Podemos ainda não garantiu apoio, mas ainda há tempo até quinta-feira.

Juan Carlos Hidalgo/EPA

Três meses depois das eleições em Espanha, PSOE e Podemos ainda tentam chegar a um acordo. O PSOE queria levar as negociações a bom porto antes de Pedro Sánchez, líder do partido, apresentar a proposta de governo na cerimónia de tomada de posse como primeiro-ministro, às 12:00 (11:00 de Lisboa). Mas o Podemos ainda não garantiu o apoio. Pode acompanhar aqui a troca de argumentos no Parlamento.

O El País revela que a equipa dos socialistas que está encarregue das negociações tentou durante todo o fim de semana reunir o apoio necessário junto dos 42 deputados do Podemos, mas — apesar de fontes dos dois partidos garantirem ao jornal que tudo corria bem — os negociadores suspenderam os contactos à meia noite de domingo, sem sucesso.

Deixar passar 80 dias sem avançar nas negociações foi, na opinião do El País, uma “estratégia arriscadíssima” que “complica” a tentativa de um acordo entre os dois partidos. Depois de Pablo Iglesias, líder do Podemos, ter abdicado de um cargo no governo nos últimos dias, a possibilidade de um acordo ganhou força, mas o Podemos ainda reclama uma presença no executivo que seja proporcional à sua representação política, exigindo pelo menos cinco ministérios e uma vice-presidência de cariz social, de acordo com a televisão pública espanhola RTVE.

A televisão sublinha que o PSOE estabeleceu como linhas vermelhas as pastas de ministérios de Estado, como a Justiça, o Interior, a Defesa e os Assuntos Exteriores.

Mesmo que chegassem a um acordo histórico esta segunda-feira, PSOE e Podemos apenas conseguiriam em conjunto 165 deputados, abaixo dos 176 necessários para alcançar a maioria absoluta. Haverá, no entanto, uma segunda tentativa na quinta-feira, em que bastará uma maioria simples. Pedro Sánchez terá nessa altura de contar não só com o apoio do Podemos, mas também com abstenções de alguns deputados de outros partidos para que possa evitar um novo escrutínio eleitoral.

A RTVE indica que as forças independentistas e nacionalistas (ERC, PNV, Juns per Catalunya, EH Bildu e Compromís) não decidiram ainda o sentido de voto, mas já há 151 deputados do PP, Ciudadanos, Vox, Navarra Suma e Coalición Canaria contra o PSOE.

A caminhada de Pedro Sánchez não tem sido fácil, num contexto de instabilidade política. Em 2016, tal como António Costa em Portugal, tentou ser o primeiro político em Espanha a tomar posse como primeiro-ministro sem vencer as eleições. Acabaria, no entanto, por ser recusado pelo Parlamento. Dois anos depois, tornava-se chefe de governo depois de uma moção de censura ao executivo de Mariano Rajoy. E este ano venceu mesmo as eleições de abril, mas sem os votos necessários para uma maioria absoluta.

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